Preço x Clientes
27 Novembro 2008
Um grande aliado e que pode ser utilizado pelos empresários de micro e pequeno porte como oportunidade de se tornarem mais competitivos em seu ambiente empresarial é o Marketing Mix ou composto de Marketing. Os conceitos para este termo são os mais diversos, mas convergem para a definição do conjunto de fatores que compõem as atividades de Marketing. Os elementos mais utilizados para ilustrar o conceito são os 4Ps do Marketing definidos por Jerome McCarthy: Produto, Preço, Promoção e Praça.
Certamente o que faz brilhar os olhos dos empresários é o P referente a preço. Essa variável pode ser trabalhada dentro do negócio sob três pontos de vista: o cliente, a concorrência e os custos da empresa.
Neste primeiro post, iremos apresentar opções de estratégias a serem adotadas pela empresa quando se estiver trabalhando o preço sob a ótica do cliente.
Precificação de penetração de mercado: Uma abordagem de precificação em que um fabricante estabelece um preço relativamente baixo para um produto na fase introdutória de seu ciclo de vida, com a intenção de construir participação de mercado.
Estratégia de preço alto: Uma abordagem planejada de precificação, apropriada em situações de demanda inelástica, em que uma organização decide manter seus preços altos; as razões para tal estratégia podem incluir: desenvolvimento de um segmento super premium do mercado, abarrotamento na parte inferior do mercado ou o desejo de criar uma imagem de prestígio para o produto. Também denominada Precificação Premium.
Precificação de ordenha do mercado: Uma abordagem de precificação em que o produtor fixa um preço introdutório alto para atrair compradores com um desejo forte pelo produto e também dispõem dos recursos para comprá-los, e então, gradualmente, reduz o preço para atrair as camadas subseqüentes do mercado.
Inclinção da curva de demanda para baixo: Um método de precificação, em que o preço inicial é fixado no nível mais alto possível, e então gradualmente reduzido para atrair ondas sucessivas de compradores, na medida em que a demanda diminui.
Precificação de prestígio: A estratégia de precificação em que os preços são fixados em um nível alto, reconhecendo-se que preços mais baixos inibirão as vendas em vez de encorajá-las, e que os compradores associarão o preço alto para o produto com qualidade superior; também denominada Precificação pela Imagem.
Precificação baseada em valor: Abordagem de precificação em que o preço de venda de um bem ou serviço é baseado na avaliação da companhia do valor mais alto do produto para o consumidor; isto é, em que o consumidor está disposto a pagar por isto.
Precificação por comparação: Um método de precificação, em que o preço para um novo produto é fixado comparando os benefícios que ele oferece, comparado aos de outros produtos da mesma categoria.
Precificação retroativa da demanda: Método precificação em que os preços são fixados pela determinação do que os consumidores estão dispostos a pagar; então os custos são deduzidos. Um método de precificação em que uma estimativa é feita sobre preço que os clientes estão dispostos a pagar por um produto dado; este preço é então comparado ao custo por unidade para ver se vai de encontro aos objetivos de lucro da firma.
Precificação diferencial: A estratégia de precificação em que uma companhia fixa preços diferentes para o mesmo produto com base em diferentes tipos de clientes, época da compra etc.; também chamado Precificação Discriminatória, Precificação Flexível, Precificação Múltipla e Precificação Variável.
Método de tentativa de ajuste de preço. Abordagem de precificação, baseada no comprador, em que o pessoal de vendas, testa as reações dos revendedores ao preço proposto de um produto a chegar, antes que uma decisão final de preço seja feita.
Precificação por produto complementar: A precificação de um produto no nível ótimo (de máxima aceitação pelo mercado), não importando considerações de custo ou lucro, de forma que a demanda por outro produto que é usado com ele possa aumentar e então maximizar os lucros de ambos os produtos juntos.
Preço diferenciado: Precificação de diferentes produtos em uma linha de produtos em vários níveis de preço, dependendo de seus tamanhos e características, para torná-los disponíveis a um leque maior de clientes.
Disponível em:
Motivação: empreendimentos por necessidade e oportunidade
25 Novembro 2008
http://www.wintech.com.pt/galeria/data/media/7/Montanha_Gelada.jpg
Por Luciano Holanda
Sempre que passamos a vista no relatório da pesquisa GEM 2007 – Global Entrepreneurship Monitor, sentimos a vontade de lançar algumas questões para debate, considerando o valor dos dados ali apresentados.
Tomado por esse sentimento, inicio com um fator que pode ser considerado um dos mais importantes para qualquer pessoa que pretende conversar sobre empreendedorismo no Brasil, que é a motivação para se empreender.
Já ouvimos muitas histórias sobre as razões que levam uma pessoa a montar um negócio. Se observarmos sob o prisma da oportunidade logo temos: uma habilidade a ser explorada, a identificação de algo que pode ser melhorado, a busca por independência e o aumento da renda pessoal como os mais expressivos fatores. Se o foco for a necessidade, o desemprego e a busca pela “sobrevivência” certamente se apresentam com mais indicações.
Analisando os dados apresentados na pesquisa, sendo mais preciso na série histórica de 2001 a 2007, percebe-se que 2001 foi o ano que apresentou o maior percentual de empreendedores motivados por oportunidade, 59,97%. Já em 2002 há um declínio no surgimento de empreendimentos motivados por este fim, apresentando o percentual de 42,75%. O presente relatório explica este fato considerando como marco o período posterior do choque causado com os atentados de 11 de setembro. Após isso, conclui o estudo, observa-se uma fase ascendente do ciclo econômico mundial, dotando as economias emergentes de uma maior estabilidade macroeconômica, tornando o cenário mais atrativo para o surgimento de novos negócios. Isso se comprova no restabelecimento do crescimento ano a ano atingindo o patamar de 56,84% em 2007.
O estudo ainda traz um terceiro corte mais analítico denominado empreendedores “genuinamente” por oportunidade, totalizando 39% da população empreendedora no Brasil. Estes diferem do primeiro, pois, só consideram os que mencionaram na pesquisa como razão para empreender, a busca pela independência e o aumento da renda pessoal.
Não está na pesquisa, mas, em minha opinião, seja por necessidade ou por oportunidade a chama que alimenta o empreendedor no nosso país chama-se desafio.
E vocês o que acham a respeito?
Pesquisa disponível em:
Brasil terá uma empresa a cada 24 habitantes em 2015, afirma SEBRAE
24 Novembro 2008
País deve chegar a 9 milhões de companhias, diz estudo da entidade. Com resultado, Brasil se aproxima dos índices dos europeus em 2000.
Do G1, em São Paulo
O Brasil deve chegar a 2015 com uma empresa para cada 24 habitantes, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae-SP. De acordo com o estudo, a previsão é que o país atinja 9 milhões de companhias em 2015, com uma população de cerca de 210 milhões de habitantes.
Segundo o levantamento, com o resultado o Brasil se aproximará dos índices europeus registrados em 2000, quando Alemanha, França, Reino Unido e Itália apresentavam, respectivamente, 23, 24, 23 e 14 habitantes por empresa.
O estudo do SEBRAE projeta que, em 2015, o universo de Micro, pequenas e médias empresas do país passe dos atuais 5 milhões para 8,8 milhões, e que mais da metade destes negócios (4,8 milhões) esteja concentrada no setor de comércio (55%), em todo o país, seguido pelos serviços (34%) e indústria (11%).
Conjunto de fatores
Em comunicado, o superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, avalia que o crescimento da relação empresas por habitantes se deve a uma série de fatores.
“Quando há crescimento econômico aliado a um ambiente institucional estável, há maior sensação de previsibilidade, o planejamento se torna menos difícil e o empreendedor se sente mais confiante em investir. O resultado é o aumento do número de empresas no país”, afirma ele, que destaca ainda a sanção da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no final de 2006 como outro fator importante para o resultado.
A pesquisa mostra também os setores que devem ter maior crescimento nos próximos anos. No comércio, os destaques são para os segmentos de materiais e equipamentos para escritórios e informática (crescimento anual de 12,5% no número de MPEs), comércio de autopeças (7,7%) e quitandas, avícolas e sacolões (7,1%).
No setor de serviços, lideram informática (12%) e transporte (8,4%). Na indústria, o destaque é a fabricação de máquinas e equipamentos (7,5%) e edição e gráfica (5,6%).
Perfil do empreendedor
Segundo a entidade, o estudo aponta uma mudança significativa no perfil médio do pequeno empreendedor nos próximos anos. “Ele terá mais escolaridade, maior expectativa de vida e aumento na renda média de pelo menos 12% em termos reais”, de acordo com o Sebrae-SP.
Os homens continuarão sendo a maioria, apesar do avanço das mulheres, que representavam 32% em 2007 e deverão ser 36% dos empreendedores brasileiros em 2015. No estado de São Paulo, este número deve chegar a 40%.
As previsões indicam ainda uma elevação na escolaridade dos donos de pequenos negócios. De 6,2 anos, em 2006, para 7,7 anos, em 2015, entre os que trabalham por conta própria; e de 9,7 anos para 10,7 anos para os empregadores, no mesmo período.
Disponível em:
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL780827-16106,00.html
Com as portas sempre abertas
21 Novembro 2008
Empresas recebem currículos pelo seu próprio site e montam banco de dados
Por Adriana Fonseca
Usar o próprio site para recrutar futuros funcionários está se tornando prática comum nas companhias de todos os portes. Ao colocar na página institucional da empresa um link escrito ‘trabalhe conosco’, abre-se uma grande porta para receber currículos. ‘Trata-se de mais uma ferramenta que ajuda a área de recursos humanos a contratar pessoas’, afirma José Louis Essabbá, diretor comercial da E-Hunter, empresa que desenvolveu um software que auxilia na seleção de profissionais via internet. Essabbá conta que com os currículos recebidos pode-se montar um banco de dados de candidatos. Assim, quando uma vaga é aberta, basta procurar ali um profissional compatível com o cargo.
Formulário on-line
Algumas empresas simplesmente disponibilizam um e-mail para o candidato enviar o currículo. Esse mecanismo, porém, dificulta o armazenamento das informações. Além disso, aumenta a exposição a vírus, que podem estar nos arquivos com o currículo anexado. Para facilitar a procura no banco de dados, é recomendável usar um software que armazene as informações separadamente por campo, como idiomas, experiência e idade. Também é recomendável pedir para a empresa que desenvolveu o site montar um formulário on-line com campos a serem preenchidos pelo candidato. Assim, na hora de procurar o futuro funcionário, basta fazer uma busca por palavra-chave.
O bar e restaurante Eclético, do Rio de Janeiro, fez isso. Pediu para a empresa que desenvolveu o seu site que montasse um formulário simples, com campos como nome, endereço, telefone, e-mail, idade e um breve descritivo das atividades profissionais. Renato Accarino, sócio do empreendimento, já contratou seis pessoas por meio da ferramenta. Ele afirma que recebe cerca de 30 currículos por semana. ‘Metade deles acabamos armazenando no nosso banco de dados.’
Disponível em: http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/1,19125,ERA1686334-2992,00.html
Preparação é fundamental para sucesso dos pequenos negócios
20 Novembro 2008
Segundo especialista, só uma boa idéia não garante lucratividade.
Engenheiro que criou chip espera faturar R$ 50 mil por mês.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Fazer de penteados uma brincadeira foi a idéia que deu partida à empresa de Flávio Zajac, ex-gerente de multinacional. “A idéia surgiu de um sonho de ter um negócio próprio”, declara ele. Já são quatro quiosques e a meta é chegar a 200 em todo o país. Penteados com apliques e tatuagem temporária caíram no gosto das meninas. “É um coisa muito diferente. A gente quase não vê isso”, uma delas. “A cor também amei. Rosa. Adoro rosa”, completa outra.
No entanto, será que dá para começar um negócio apenas com uma boa idéia? Quem viveu a experiência acha que não. Abrir uma empresa com um produto ou um serviço diferente, que chame a atenção do consumidor, pode ser muito importante. mas não garante o sucesso empresarial.
O negócio de Zajac, por exemplo, exigiu um ano de planejamento. “Você primeiro precisa ter pessoas competentes ao seu lado e analisar muito bem onde você está entrando, estudar o mercado, fazer um plano de negócio e ter persistência. Você vai enfrentar momentos de felicidade e momentos de maior turbulência. E o empreendedor não pode desanimar”, afirma ele.
O economista Eduardo Bom Ângelo, professor de empreendedorismo, dá um conselho para quem quer se lançar no mercado: “prepare-se. Vá buscar informação antes de sair com o seu projeto de empreendedorismo. Fale com o maior número de pessoas possíveis que possam te adicionar, que possam validar a sua idéia, que possam tornar a sua idéia mais sólida, antes de você dar o passo. Prepare-se.”
Estratégia
Foi o que fez o engenheiro Waldomiro José Fernandes. Ele inventou um chip que controla a luminosidade das lâmpadas. Útil para o quarto do bebê. É mais simples e barato do que os mecanismos tradicionais. A fabricação e a estratégia de vendas foram planejadas em detalhes. “Você tem que ir vencendo essas barreiras, você tem que criar o seu mercado, que não existia porque é um negócio totalmente diferente”, diz ele.
Na primeira etapa ele quer faturar R$ 50 mil por mês. “Não tem limites. Onde tiver lâmpada incandescente, que é um produto que tem em qualquer lugar do mundo, eu quero chegar com esse produto”, completa Fernandes.
Mas não é só o dinheiro. É também o prazer de vencer. “A primeira reação de realização foi quando eu levei para casa, montei em casa e vi meus filhos brincando, acendendo, apagando. E já me cobrando: quando você vai trazer mais para eu colocar no meu quarto?”, finaliza Fernandes.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL867163-16106,00-PREPARACAO+E+FUNDAMENTAL+PARA+SUCESSO+DOS+PEQUENOS+NEGOCIOS.html
Quanto vale um Chevette 76?
19 Novembro 2008
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chevette
Por Luciano Holanda
Certo dia, estou vagando por uma das vias principais da minha pacata, maravilhosa e arborizada cidade quando sinto a necessidade de abastecer o carro. Como bom brasileiro o carro é uma verdadeira paixão e abastecer não é só parar em qualquer posto, entregar a chave ao frentista e o cartão de crédito em seguida. Abastecer é um relacionamento construído há longas datas. Mas, como eu estava longe de onde comumente abasteço não quis arriscar a pagar o mico de ficar no prego, com a chamada pane seca.
Sinaleira ligada indicando virada a direita, lá vou eu em direção ao primeiro posto no trajeto. Chegando lá o que me chamou atenção não foi a presteza do pessoal de frente, nem tampouco o valor da gasolina registrada ali, mais sim, um veículo parado no estacionamento defronte a loja de conveniência com a placa “vende-se”. E é bom que fique registrado que não era um veículo qualquer, um popular desses de hoje em dia, era um Chevette 76, bege, pintura impecável e aparentemente “todo em cima”.
E em cima era a pedida pelo possante, R$18.000,00. Bom, parei para analisar com mais critério e confesso que não achei o que pudesse justificar tal investimento a não ser os anos acumulados e o iminente título de relíquia. Pedi explicação.
A resposta que veio de lá foi a seguinte: tuning.
É isso mesmo senhores e senhoras, com o advento do tuning, palavra inglesa que significa afinação, o mercado passou a vender um carro com a nossa idade pelo preço de um atual. As modificações externas (no visual do veículo) e internas (suspensão, motor e performance) garantem ao proprietário a satisfação de pilotar um carro totalmente personalizado, diferente dos demais, e é isto que vem arrastando inúmeros adeptos as equipadoras e lojas de autopeças.
Pode-se gastar entre R$ 5.000,00 a mais de R$ 100.000,00 num projeto de tuning. Esta variação é observada pelo nível de “mexida” no carro, que vai desde turbinar motores, preparar a suspensão, colocar rodas de liga leve importadas com diâmetro superior a 20 polegadas e pneus de alto desempenho, projetos de sonorização, pinturas especiais e detalhes no acabamento interno.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) o mercado de veículos tunados ou personalizados observou um crescimento em torno de 30% nos últimos 3 anos ¹. Isto representa um investimento de R$ 700 milhões por ano em peças, acessórios e serviços e já vem motivando os empresários do setor a se anteciparem a onda e produzirem equipamentos cada vez mais sofisticados.
Depois destas pequenas considerações, o preço do carro parece até aceitável, o que vocês acham?
¹ Dados de 2005 – Disponível em: http://ibahia.globo.com/tvbahia/comercial/pdf/mercado_de_tuning.pdf
InformAÇÃO: para que preciso dela?
18 Novembro 2008
Fonte: www.antoniomiranda.com.br
Por Liliane Braga
Bibliotecária e Consultora Credenciada do SEBRAE/PB
Desde quando o ainda candidato a empresário pensa em montar o seu próprio negócio o primeiro passo é buscar informações. Informações sobre a atividade que será implantada, sobre os passos necessários para legalizar a sua atividade… Enfim, essa busca por informação jamais acaba.
Quem estar ou pretende ingressar nos mundo dos negócios, não pode desconsiderar a força deste elemento, pois até os modelos de gestão das empresas que desejam ser manter competitivas no mercado já possui as suas teorias (e práticas) baseadas nos benefícios que os recursos informacionais podem trazer.
No ambiente empresarial, a informação é utilizada em todos os níveis: por um lado existe a informação necessária à tomada de decisão, em que os gestores se baseiam para determinar estratégias empresariais, resolver problemas, e; pelo outro, a informação produtora do conhecimento e da inovação do produto/serviço gerado. Entretanto, é evidente que as informações técnico-científicas acabam servindo para tomadas de decisões e vice-versa. Por isso, a informação deve ser considerada imprescindível ao desenvolvimento de processos e ações empresariais.
A informação move uma empresa. O departamento de marketing necessita de informações sobre a concorrência e o mercado consumidor. O setor de compras deve receber informações sobre os melhores preços de insumos. O departamento de produção trabalha em cima de dados sobre demanda e desempenho.
O grande aliado das empresas nesse “processo informativo” são as novas tecnologias da informação. Quando funcionam eficientemente proporcionam grandes vantagens como: organização, facilidade de obtenção de informações, previsão, tempo otimizado. Porém, só máquina, softwares, rede de computadores por si não resolvem, se a empresa e seus funcionários não estiverem capacitados para seu pleno uso e, principalmente, culturalmente preparados para criar, distribuir, compreender e usar a informação.
Não saber utilizar a informação, ou mesmo ignorá-la, pode trazer conseqüências gravíssimas para tomadores de decisões. À exemplo disto, apresento dois casos conhecidos mundialmente retirados do livro de Davenport, “Ecologia da informação”: em primeiro, o caso da IBM, que na década de 1980 possuía uma infinidade de dados baseados em pesquisas internas e externas de mercado prevendo o declínio do mainframe, mas quando em 1994 a divisão de computadores ia mal, um dos membros diretores reclamou que nunca soubera de nenhum problema. O segundo é o caso dos engenheiros da NASA que sabiam que a vedação do ônibus espacial Challenger não funcionava no frio e, mesmo assim, foi em um dia frio que ele foi lançado.
Deixar antigos paradigmas de lado e adotar políticas eficientes de gestão da informação não é fácil, porém, importante para a competitividade. Afinal, não é a toa que há algum tempo já se fala: informação é poder! E não tomar nenhuma atitude quanto a isso é correr os mesmos riscos dos engenheiros da NASA ou da equipe de trabalho da IBM.
Sebrae mostra “dez mandamentos” para garantir a saúde de um negócio
13 Novembro 2008
Do G1, em São Paulo
Inovação e criatividade são qualidades necessárias ao empreendedor.
É essencial garantir que cliente faça propaganda ‘boca-a-boca’ da empresa.
O início de um negócio sempre envolve desafios. Para evitar que os obstáculos que surgem no meio do caminho não tirem uma empresa do mercado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) criou um “passo a passo” que o empreendedor deve seguir na hora de posicionar seu produto ou serviço no mercado.
Conheça abaixo os “dez mandamentos” relativos à melhoria da gestão, da otimização de custos e do relacionamento com o cliente desenvolvido pela entidade:
1. Inove sempre
É preciso que o empreendedor tenha novidades que mantenham sempre a clientela interessada em seu produto ou serviço. Buscar inovações não se refere somente ao atendimento ao cliente, mas também a formas criativas de reduzir custos de produção, para manter o preço atrativo.
2. Monitore a concorrência
As boas idéias também podem estar no vizinho. É sempre importante saber o que a concorrência está fazendo em atendimento ao cliente, promoções e preços. Navegar no site ou visitar a loja do concorrente é sempre uma boa idéia.
3. Não tenha medo da informática
Não vale a pena perder tempo fazendo manualmente o que um computador pode fazer muito mais rápido. Use o seu tempo para pensar em estratégias e deixe a contabilidade, os estoques e o cadastro de clientes para softwares específicos.
4. Invista em treinamento
Atualize-se e certifique-se de que seus funcionários saibam muito bem quais são seus objetivos para o negócio. Cursos de venda, de gestão e de aprimoramento da qualidade podem ser boas ferramentas para motivar a equipe.
5. Preste um bom serviço
A propaganda boca-a-boca é essencial para que um negócio prospere. Por isso, garanta que seu produto ou serviço satisfaça seus consumidores. Uma caixa de sugestões e um programa de fidelidade podem revelar o que seu freguês realmente quer.
6. Evite fazer estoques
É importante que o empresário saiba qual é a quantidade de matéria-prima que precisa para sua operação. A partir disso, poderá manter estoques mínimos e negociar bons prazos e preços com os fornecedores, atendendo bem os consumidores sem desperdícios.
7. Mantenha os olhos abertos
Uma oportunidade de crescimento pode “morar” ao lado. Por isso, não se feche dentro do próprio negócio e mantenha-se atualizado sobre as novas tendências em seu setor. Fique atento para não deixar de perceber, por exemplo, que uma cidade vizinha pode estar precisando de seus produtos.
8. O governo é um bom cliente
A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aprovada em 2006, prevê benefícios para os pequenos empreendedores nas compras do governo. Por isso, fique atento aos editais de compra governamental, especialmente os de prefeituras.
9. Olhe para cima
Uma boa alternativa para a pequena empresa é uma parceria com uma companhia maior. O pequeno negócio pode ser responsável por um elo da cadeia produtiva: por exemplo, há pequenas empresas que fazem a estamparia das camisetas vendidas em grandes magazines.
10. Imagem é tudo
Instalações físicas limpas e bem conservadas, funcionários bem treinados e equipamentos bem cuidados fazem o ambiente de seu negócio parecer mais profissional. Por isso, garanta que a pintura e a limpeza do “cartão de visitas” de sua empresa, seja ela uma loja ou um escritório, esteja sempre em dia.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL758049-16106,00-SEBRAE+MOSTRA+DEZ+MANDAMENTOS+PARA+GARANTIR+A+SAUDE+DE+UM+NEGOCIO.html

Escrito por lucianoholanda
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