Rede de Contatos…

da Folha Online
Em uma decisão que pegou de surpresa as empresas de comércio exterior, o governo passou a adotar nesta segunda-feira (26) uma série de barreiras não-tarifárias à entrada de produtos importados, revela reportagem de Guilherme Barros na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
O Siscomex, o sistema usado para controlar o comércio exterior, vai exigir a apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para quase todos os produtos que entram no país. Na prática, a medida significa a volta do sistema de controle das importações adotado pelo país nas décadas de 70 e 80, quando o Brasil era um pequeno exportador e importava 80% do petróleo que consumia.
O que mais chamou a atenção foi a forma com que o governo comunicou a decisão ao setor. Em vez de uma portaria ou uma comunicação formal, o Ministério do Desenvolvimento anunciou a nova medida por meio de uma nota publicada na sexta-feira passada no Siscomex.
A lista de produtos com entrada restrita é ampla e abrange praticamente toda a pauta de importações do país: produtos de moagem (trigo), plásticos, cobre, alumínio, ferro, bens de capital, material eletroeletrônico, autopeças, automóveis e material de transporte em geral, entre outros.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u494837.shtml
EUA devem ter mais cortes de empregos, dizem empresários.
No Brasil, 77% dos pesquisados acham que desemprego crescerá.
Do G1, com agências
O ano de 2009 deve ser ruim para os trabalhadores, com mais empresas cortando empregos nos próximos meses, aponta uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial norte-americana, que indica também que este ano será o pior para o ambiente de negócios nos EUA desde que o relatório começou a ser produzido, em 1982.
No Brasil, o cenário parece que não será diferente. Um levantamento feito pela Serasa Experian entre os dias 5 e 9 de janeiro, com 1.024 executivos da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras no país mostra que 77% deles esperam aumento do desemprego neste primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, essa fatia era de 24%.
Nos EUA, 39% dos entrevistados acreditam que haverá uma redução “significativa” nos empregos, acima dos 32% da sondagem anterior, feita em outubro. Nesta rodada da pesquisa, 45% disseram que contratações não estão nos planos da empresa.
Pessimismo
No quesito emprego, a região mais pessimista no Brasil é a Sudeste, onde 82% dos empresários têm percepção de aumento do desemprego de janeiro a março deste ano.
Com tamanho pessimismo para o comportamento do emprego no país, a previsão do empresariado para inadimplência e endividamento também piorou bastante.
Do total de entrevistados, 72% acreditam que haverá aumento da inadimplência, especialmente entre os bancos, onde 86% dos executivos têm essa percepção. No caso do endividamento, 64% dos empresários avaliam que deve haver aumento nos primeiros três meses do ano.
(*) Com informações do Valor e da Associated Press
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL973089-9356,00-EMPRESARIOS+AMERICANOS+E+BRASILEIROS+ESTAO+PESSIMISTAS+APONTAM+PESQUISAS.html
Da Agência Estado
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) esperam anunciar hoje taxas de juros mais baixas. Só aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic (juro básico da economia). O juro oficial e o cobrado das pessoas e das empresas é tema de uma reunião, hoje, entre dirigentes dessas instituições e o presidente Lula.
O governo quer que os bancos públicos liderem a queda do juro na ponta. Levantamento do Banco Central entre 31 de dezembro e 7 de janeiro mostra que essas instituições continuam com taxas semelhantes às dos bancos privados em muitas operações. Essa situação tem causada desconforto em parte do governo.
A desvantagem é mais evidente nas linhas de crédito para as empresas. Em uma das operações mais comuns, de financiamento de capital de giro prefixado, o juro médio do BB está em 2,47% ao mês, maior que o do Itaú Unibanco e Safra. A Caixa cobra 2,20%, mais que o Citibank.
Nas operações para as famílias, as instituições públicas têm taxas mais vantajosas. No crédito pessoal, Caixa e BB chegam a cobrar metade do juro de alguns concorrentes. Mas, no socorro mensal de muitos brasileiros, o cheque especial, a vantagem não é tão grande. A Caixa cobra 6,73% ao mês e tem a menor taxa entre os grandes. O BB, no entanto, cobra 8,14% ao mês, mais que Bradesco e Safra e próximo do Itaú Unibanco, que cobra 8,63% ao mês.
O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, argumentou que o levantamento não conseguiu captar todas as reduções de juros anunciadas pela instituição nos últimos três meses. Segundo ele, a taxa já está mais baixa. Desde novembro, o banco cortou os juros três vezes, a última em 2 de janeiro, no meio do período da pesquisa. “E estamos aguardando o movimento do Copom para, eventualmente, ajustar novamente a tabela. Aguardando para ver a intensidade do ajuste”, disse.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL965094-9356,00.html
Da Agência Estado
O brasileiro está entre os mais otimistas em relação aos efeitos da crise econômica nos próximos meses, apesar de o pessimismo dominar quase a metade da população mundial , revela pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN) em 17 países.
A enquete realizada para detectar o impacto da crise no mundo mostra que 49% dos 16 mil entrevistados nesse conjunto de países acreditam que a situação econômica de seu país vai piorar nos próximos três meses. Mas, no Brasil, apenas 19% apostam na deterioração da situação econômica do País e 34% acreditam numa melhora.
“O Brasil está entre os mais otimistas quanto aos impactos da crise, ao lado de outros países emergentes, como Índia e China”, observa o diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, Eduardo Krenke. Na Índia e na China, 39% e 27% da população, respectivamente, acredita que a situação de seu país vai melhorar em três meses. Na análise de Krenke, o forte crescimento registrado pelos países emergentes nos últimos anos dá resistência aos impactos da desaceleração econômica.
A pesquisa mostra que a Islândia, o primeiro país a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional, e o Japão são os países com a população mais pessimista, seguidos pela França, Alemanha e Reino Unido. Já os Estados Unidos, onde a crise começou, mantêm um certo otimismo em relação ao Japão e Reino Unido, por exemplo. O diretor do Ibope atribui esse resultado ao “efeito Obama”, com perspectiva de que o presidente eleito venha equacionar boa parte dos problemas. Além disso, o país ainda ostenta a imagem de maior potência econômica.
Krenke observa que a maioria dos estudos sobre crise indica que ela se torna real quando a pessoa perde o emprego. Isso explica por que 79% dos brasileiros esperam que a sua renda familiar cresça nos próximos 12 meses. A enquete foi feita entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro último, antes, portanto, de efeitos como desemprego ficarem mais evidentes, sobretudo no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL954912-9356,00.html
Índice recuou -0,6% em novembro em relação a outubro.
Na comparação com novembro de 2007, houve alta de 0,4%.
Do G1, em São Paulo
O emprego industrial, que permanecia praticamente estável nos últimos três meses, recuou 0,6% em novembro com relação a outubro, a maior queda desde outubro de 2003 (-0,7%), informa nesta terça-feira (13) a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Desemprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o levantamento, na média móvel trimestral, o índice caiu -0,2% de outubro para novembro, interrompendo a trajetória de crescimento desde junho de 2008.
Já com relação a novembro de 2007, houve alta de 0,4%, menor acréscimo desde outubro de 2006 (0,3%). Com isso, os indicadores para períodos mais abrangentes mostraram crescimento, mas em menor ritmo do que nos meses anteriores.
No acumulado no ano, o índice de emprego industrial registrou 2,7% em setembro, 2,6% em outubro e 2,4% em novembro e, no acumulado nos últimos doze meses, o índice também desacelerou entre outubro (2,8%) e novembro (2,5%).
Setores e regiões
Na comparação com novembro de 2007, a taxa de 0,4% no pessoal ocupado foi influenciada pelo aumento em oito dos quatorze locais pesquisados. As regiões que mais influenciaram positivamente o índice, de acordo com o IBGE, foram Minas Gerais (2,9%) e São Paulo (0,7%), onde sobressaíram alimentos e bebidas (7,7%) e metalurgia básica (8,7%), no primeiro local, e meios de transporte (3,9%) e alimentos e bebidas (3,0%), no segundo.
No sentido contrário, ainda na mesma comparação, Santa Catarina (-2,8%) e Paraná (-1,6%), exerceram as pressões negativas mais relevantes, verificadas nos setores de vestuário (-14,8% e -19,0%, respectivamente) e de madeira (-11,2% e -16,6%).
Na pesquisa por setores, houve aumento do emprego em onze dos dezoito ramos pesquisados. Segundo o IBGE, as principais influências vieram de máquinas e equipamentos (6,3%), alimentos e bebidas (1,9%), minerais não-metálicos (7,5%), meios de transporte (4,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,9%).
Já os setores de vestuário (-9,8%), calçados e artigos de couro (-8,2%) e madeira (-9,9%) exerceram os principais impactos negativos na taxa.
Horas pagas
O número de horas pagas reduziu 1,7% em novembro na comparação com o outubro (já descontados os fatores sazonais). Segundo o IBGE, foi a maior queda em toda a série histórica iniciada em janeiro de 2001.
Com isso, o indicador de média móvel trimestral, que no mês anterior (-0,1%) interrompera uma trajetória de crescimento presente há quatro meses, intensificou o movimento de queda ao assinalar -0,5% entre outubro e novembro.
“As paralisações na produção e a concessão de férias coletivas não planejadas marcaram o setor industrial a partir de outubro, se ampliaram em novembro e estão na base da variação recorde”, diz a pesquisa.
No comparação com novembro de 2007, o número de horas pagas também recuou (-0,4%), interrompendo uma série de 29 meses de taxas positivas e registrou o menor resultado desde novembro de 2005 (-0,6%).
Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL953316-9356,00-EMPREGO+INDUSTRIAL+TEM+A+MAIOR+QUEDA+DESDE+OUTUBRO+DE+DIZ+IBGE.html