Monster, Inc.

4 dezembro 2008

 

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Por Luciano Holanda

 

Quem já assistiu sabe do que estou falando, quem ainda não assistiu, após ler este post vai iniciar um embate com o seu filho mais novo e se deliciar com o que a turma da Disney/Pixar aprontou neste grande sucesso de público, seguramente composto de adultos.

 

A trama se passa no ambiente de uma fábrica responsável em produzir a energia necessária para o funcionamento de todas as cidades onde residem os monstros. A Monster, Inc. funciona praticamente nos três turnos e o insumo necessário para a produção de energia são os gritos das crianças, que são armazenados em cilindros especiais, após serem assustadas pelos monstros que saem de dentro do armário, em qualquer parte do mundo. Da mesma forma que os monstros causam terror as crianças, estas se configuram um grande temor aos monstros que acreditam serem tóxicas e mortais. Tudo parecia ir bem para o monstro sênior, James P. Sullivan, campeão de desempenho, e seu fiel assistente Mike Wazowski, até que um dia uma criança ultrapassa a barreira do armário, fruto de uma armação do presidente da empresa e o monstro que ocupa a vice liderança em desempenho, e passa a conviver com os dois monstrinhos, representando uma ameaça direta a paz naquela cidade.

 

A abordagem dos preceitos da organização empresarial acontece de forma natural cena após cena no filme. Hora somos convidados a entrar na linha de produção, em outro momento aparecem os procedimentos “burocráticos” do pessoal responsável pelos controles internos, quando a coisa parece ficar preta surge a unidade de segurança do trabalho e até uma unidade de capacitação com simuladores demonstra o nível em que a fábrica de energia se encontra. Sem dúvida, o que se vê no filme poderia servir de exemplo para muitos empresários, resultando em uma obra “quase empresarial”.

 

Outro ponto marcante do filme é a capacidade de adaptação da empresa. Se observarmos que a menina Boo representava uma ameaça ao futuro do negócio, fica claro também que poucas corporações dão respostas com tanta rapidez transformando as ameaças em oportunidades. É neste contexto que o grito dá lugar ao riso, gerando a energia necessária a sobrevivência daquela longínqua “monstrolândia”.

 

É isso. Assistam e me enviem a sua impressão sobre este filme “quase empresarial”.

Ficha Técnica
Título Original: Monsters Inc.
Gênero: Animação
Ano de Lançamento (EUA): 2001
Site Oficial: http://disney.go.com/DisneyPictures/monstersinc
Estúdio: Walt Disney Productions / Pixar Animation Studios
Distribuição: Buena Vista International
Direção: Peter Docter e David Silverman


Um empreendedor pode ter a cabeça nas nuvens?

12 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Fiz o dever de casa bem feito, conheci e internalizei as características do comportamento empreendedor e aprendi que o ato de empreender requer concentração suficiente para se manter com os pés no chão. Mas, para o Howard Hughes o que lhe motivava era diferente: a fantasia do cinema e a cabeça nas nuvens.

 

O visionário, pioneiro, multimilionário e controlador de um conglomerado empresarial será o foco deste post, e não aquele senhor débil, fóbico, insano e solitário que se apresentou nos dias finais de sua passagem na terra, entre dezembro de 1905 a abril de 1976.

 

Howard começou logo cedo a sua trajetória empreendedora. Com 18 anos assumiu o controle das empresas que herdara do seu pai e de pronto implantou o seu perfil na gestão do grupo. Na sua história, colecionou muitas vitórias, dentre elas o recorde pela volta ao mundo em 91 horas e 14 minutos, o recorde mundial de velocidade ao voar a 566 Km/h e a realização da superprodução cinematográfica, recorde de bilheteria Hells Angel.

 

Sua vida também foi marcada por alguns fracassos. O mais expressivo foi a construção de um super avião, com capacidade de transportar 750 passageiros e que tinha fins bélicos. O super projeto só ficou pronto após a guerra acabar o que cortou a destinação de recursos da aeronáutica. O único exemplar deste modelo chegou a voar uma vez em Long Beach Harbor, em 1947. Toda aquela grandiosa soma de recursos para um único voo.

 

A história de vida desse empreendedor encantou Martin Scorcese que dirigiu o filme O Aviador. Na obra, conviveremos por duas horas com o estilo arrojado empregado por Howard Hughes na gestão dos negócios. Uma das suas principais características era apostar em seus projetos baseando-se em dados concretos da saúde de suas finanças fruto da assistência incansável de seu contador e conselheiro.  Ele sabia o que eventualmente poderia perder. O filme registra com riquezas de detalhes a trajetória deste fenômeno empresarial, suas maiores realizações e seus maiores desencontros, como os que foram relatados acima. Mesmo sendo perceptível em alguns trechos do filme de Scorcese o tudo ou nada em suas ações, sempre ficará também o sentimento de persistência e comprometimento aos seus projetos.

 

Esse é mais um da série de filmes que julgo ser “quase empresarial”.

 

Agora é só correr para o sofá, preparar a pipoca e assistir a obstinação de um homem num tempo de descobertas, e muitos projetos audaciosos e inovadores em busca de um lugar na eternidade.

 

Vale a pena assistir!

  

Ficha Técnica
Título Original: The Aviator
Site Oficial: http://theaviatormovie.com
Estúdio: Warner Bros. / Miramax Films
Distribuição: Warner Bros. / Miramax Films
Direção: Martin Scorsese


Vocês conhecem alguém mais empreendedor do que o Nemo?

11 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Vamos lá se permitam, ou melhor, se rendam a este pequeno camarada que respira as características do comportamento empreendedor a todo o instante.

 

É bem verdade que a vida do peixinho palhaço não é das mais fáceis, mas vocês conhecem algum empreendedor que inicia uma empreitada com mil facilidades? 

 

Segundo a pesquisa GEM de 2007, “Para ser empreendedor, é preciso ser perseverante, ter postura otimista, correr riscos calculados, não desistir facilmente”. “… é reconhecer que há problemas e obstáculos e assumir a tarefa de superá-los”. Então, vamos aos exemplos no filme.  

 

Logo aos 15 minutos até parece que estamos vendo uma pessoa encantada com o mar de possibilidades e que se aventura ao invés de planejar e calcular os riscos de suas ações: cena clássica do nado do peixinho em direção ao barco, sendo capturado e em seguida separado do seu pai, ou seja, já conheceu o primeiro fracasso. Para os empreendedores a história não muda. Estes, ávidos por montar negócios de toda forma e a todo custo, conhecem nas “escamas” a dor de falir mesmo antes de começar o empreendimento. 

 

É amigos, para erguer-se frente ao primeiro obstáculo só sendo muito persistente e comprometido, e essas características o nosso pequeno herói tem de sobra. 

 

Após a sua captura repentina, o nosso protagonista é colocado em um aquário. Até ai nada mau se estivéssemos tratando de um peixe qualquer, que aceitaria esta zona de conforto. Só que estamos falando do Nemo, nosso peixe empreendedor. De imediato, ele descobre que não está só e a interação em um ambiente fechado é natural. Mas, o que nos chama a atenção é a forma que isso ocorre, deixando clara a preocupação em se formar uma grande rede de contatos dentro e fora do aquário. O que se vê a seguir é a constante busca de informações, a fim de, conhecer quais as oportunidades e ameaças que possam impedir a fuga rumo ao mar aberto, sua meta definida. Estes elementos precisam ser complementados para propiciar o alcance do resultado e o trabalho em equipe bem estruturado com a presença de uma liderança democrática, confiança, respeito, diálogo, honestidade, transparência, bom humor, desafios, observação das habilidades / competências individuais, certamente contribui para isso. 

 

Mas, como nem tudo é um “mar de rosas”, tinha que existir mais um fator para dificultar a vida do peixinho. A vinda iminente de uma garotinha perversa com pequeninos animais dá o caráter de urgência à tarefa de empreender. Passa a ser uma questão de sobrevivência para ele e é exatamente o fator que conduz muitos empreendedores ao mercado: a necessidade. 

 

O tempo sendo o seu maior inimigo neste instante exige que a tomada de decisão seja cercada de fatores que minimizem o risco de insucesso, o que um plano bem elaborado, certamente supriria esta necessidade. E este plano bem arquitetado eles tem.  

 

Então, após fracassar no início do empreendimento, não desanimar frente ao primeiro obstáculo, construir a sua rede de contatos, buscar informações, formar uma equipe e elaborar o plano, só resta ao Nemo tomar a decisão. Isso se dá de modo surpreendente e corajosa quando considera uma informação estratégica: que todo esgoto vai dar no mar. E com a ajuda de um dos seus companheiros de viveiro consegue impulso suficiente para deslizar pela tubulação até chegar de fato nas águas marinhas. Depois disso o encontro com seu pai é questão de momento e Nemo ainda tem tempo de demonstrar todo seu perfil de líder ao conduzir um cardume de peixes e promover um embate contra redes de pescas dispostas naquela área.  

 

Na vida real a máxima de que “filho de peixe, peixinho é” não se aplica a totalidade dos casos, mas na sétima arte tudo é possível. Sendo assim, não podemos deixar de registrar a postura do Marlin, pai do Nemo, que da mesma forma que o filho deixa bem a mostra o seu comportamento empreendedor. Precisaríamos de mais espaço e tempo para descrevê-lo também. Quem sabe em outra oportunidade!

 

Por fim, são tantas as coincidências entre este filme com o que os verdadeiros empreendedores vivenciam no ambiente de uma empresa, que a película em questão, parece uma obra “quase empresarial”. 

 

Tenho que ir agora vou construir uns slides para uma palestra sobre empreendedorismo. Vocês conseguem adivinhar quem vai ser o meu exemplo preferido?

 

Ficha Técnica
Título Original: Finding Nemo
Site Oficial: www.disney.com.br/nocinema/nemo
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
Distribuição: Buena Vista International / Walt Disney Pictures
Direção: Andrew Stanton


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