Algum empreendedor de plantão por ai?

4 Fevereiro 2009

 

reciclagem

 

 

Cientistas brasileiros criam o papel de plástico

 

São necessários 850 quilos de plástico reciclado para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

 

Cientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco. Veja na reportagem de Helen Sacconi.

 

Uma folha de papel é resultado de um estudo que durou seis anos, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos. É o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez da celulose.

 

A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no lixo, pode ser aproveitada. O plástico é triturado e misturado a uma série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas temperaturas.

 

Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens.

 

“É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta”, afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

 

A idéia já foi testada em larga escala e patenteada. “Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros”, disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

 

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor. Mas essa pequena amostra foi levada a uma papelaria. “É bom para escrever, eu acho que vale a pena”, disse uma mulher.

 

Oitocentos e cinquenta quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

 

Os estudos revelam que, se fosse aplicada em sala de aula, a novidade poderia aumentar a vida útil de livros e de cadernos. “É essa a questão, a reposição do material, a reconstrução, unir o que é dá para reutilizar”, disse a professora Alessandra Lopes da Fonseca.

 

Uma família, que compra livros usados para diminuir as despesas, gostou da idéia. “Acho que a durabilidade, a economia vai ser bem maior. Vai ser bem melhor você tirar lixo do meio ambiente do que derrubar árvores”, disse a secretária Erika Signini.

 

Disponível em: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL985618-10406,00-CIENTISTAS+BRASILEIROS+CRIAM+O+PAPEL+DE+PLASTICO.html


Governo cria barreira para frear importações ao Brasil

27 Janeiro 2009

 

da Folha Online

 

Em uma decisão que pegou de surpresa as empresas de comércio exterior, o governo passou a adotar nesta segunda-feira (26) uma série de barreiras não-tarifárias à entrada de produtos importados, revela reportagem de Guilherme Barros na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

 

O Siscomex, o sistema usado para controlar o comércio exterior, vai exigir a apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para quase todos os produtos que entram no país. Na prática, a medida significa a volta do sistema de controle das importações adotado pelo país nas décadas de 70 e 80, quando o Brasil era um pequeno exportador e importava 80% do petróleo que consumia.

 

O que mais chamou a atenção foi a forma com que o governo comunicou a decisão ao setor. Em vez de uma portaria ou uma comunicação formal, o Ministério do Desenvolvimento anunciou a nova medida por meio de uma nota publicada na sexta-feira passada no Siscomex.

 

A lista de produtos com entrada restrita é ampla e abrange praticamente toda a pauta de importações do país: produtos de moagem (trigo), plásticos, cobre, alumínio, ferro, bens de capital, material eletroeletrônico, autopeças, automóveis e material de transporte em geral, entre outros.

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u494837.shtml


Empresários americanos e brasileiros estão pessimistas, apontam pesquisas

27 Janeiro 2009

 

EUA devem ter mais cortes de empregos, dizem empresários.

No Brasil, 77% dos pesquisados acham que desemprego crescerá.

 

Do G1, com agências

 

 

O ano de 2009 deve ser ruim para os trabalhadores, com mais empresas cortando empregos nos próximos meses, aponta uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial norte-americana, que indica também que este ano será o pior para o ambiente de negócios nos EUA desde que o relatório começou a ser produzido, em 1982.

 

No Brasil, o cenário parece que não será diferente. Um levantamento feito pela Serasa Experian entre os dias 5 e 9 de janeiro, com 1.024 executivos da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras no país mostra que 77% deles esperam aumento do desemprego neste primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, essa fatia era de 24%.

 

Nos EUA, 39% dos entrevistados acreditam que haverá uma redução “significativa” nos empregos, acima dos 32% da sondagem anterior, feita em outubro. Nesta rodada da pesquisa, 45% disseram que contratações não estão nos planos da empresa.

 

Pessimismo

 

No quesito emprego, a região mais pessimista no Brasil é a Sudeste, onde 82% dos empresários têm percepção de aumento do desemprego de janeiro a março deste ano.

 

Com tamanho pessimismo para o comportamento do emprego no país, a previsão do empresariado para inadimplência e endividamento também piorou bastante.

 

Do total de entrevistados, 72% acreditam que haverá aumento da inadimplência, especialmente entre os bancos, onde 86% dos executivos têm essa percepção. No caso do endividamento, 64% dos empresários avaliam que deve haver aumento nos primeiros três meses do ano.

 

(*) Com informações do Valor e da Associated Press

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL973089-9356,00-EMPRESARIOS+AMERICANOS+E+BRASILEIROS+ESTAO+PESSIMISTAS+APONTAM+PESQUISAS.html


Lula convoca Caixa e BB para baixar taxas de juros

21 Janeiro 2009

 

Da Agência Estado

 

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) esperam anunciar hoje taxas de juros mais baixas. Só aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic (juro básico da economia). O juro oficial e o cobrado das pessoas e das empresas é tema de uma reunião, hoje, entre dirigentes dessas instituições e o presidente Lula.

 

O governo quer que os bancos públicos liderem a queda do juro na ponta. Levantamento do Banco Central entre 31 de dezembro e 7 de janeiro mostra que essas instituições continuam com taxas semelhantes às dos bancos privados em muitas operações. Essa situação tem causada desconforto em parte do governo.

 

A desvantagem é mais evidente nas linhas de crédito para as empresas. Em uma das operações mais comuns, de financiamento de capital de giro prefixado, o juro médio do BB está em 2,47% ao mês, maior que o do Itaú Unibanco e Safra. A Caixa cobra 2,20%, mais que o Citibank.

 

Nas operações para as famílias, as instituições públicas têm taxas mais vantajosas. No crédito pessoal, Caixa e BB chegam a cobrar metade do juro de alguns concorrentes. Mas, no socorro mensal de muitos brasileiros, o cheque especial, a vantagem não é tão grande. A Caixa cobra 6,73% ao mês e tem a menor taxa entre os grandes. O BB, no entanto, cobra 8,14% ao mês, mais que Bradesco e Safra e próximo do Itaú Unibanco, que cobra 8,63% ao mês.

 

O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, argumentou que o levantamento não conseguiu captar todas as reduções de juros anunciadas pela instituição nos últimos três meses. Segundo ele, a taxa já está mais baixa. Desde novembro, o banco cortou os juros três vezes, a última em 2 de janeiro, no meio do período da pesquisa. “E estamos aguardando o movimento do Copom para, eventualmente, ajustar novamente a tabela. Aguardando para ver a intensidade do ajuste”, disse.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL965094-9356,00.html


Brasileiro é um dos mais otimistas em relação à crise

15 Janeiro 2009

 

Da Agência Estado

O brasileiro está entre os mais otimistas em relação aos efeitos da crise econômica nos próximos meses, apesar de o pessimismo dominar quase a metade da população mundial , revela pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN) em 17 países.

 

A enquete realizada para detectar o impacto da crise no mundo mostra que 49% dos 16 mil entrevistados nesse conjunto de países acreditam que a situação econômica de seu país vai piorar nos próximos três meses. Mas, no Brasil, apenas 19% apostam na deterioração da situação econômica do País e 34% acreditam numa melhora.

 

“O Brasil está entre os mais otimistas quanto aos impactos da crise, ao lado de outros países emergentes, como Índia e China”, observa o diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, Eduardo Krenke. Na Índia e na China, 39% e 27% da população, respectivamente, acredita que a situação de seu país vai melhorar em três meses. Na análise de Krenke, o forte crescimento registrado pelos países emergentes nos últimos anos dá resistência aos impactos da desaceleração econômica.

 

A pesquisa mostra que a Islândia, o primeiro país a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional, e o Japão são os países com a população mais pessimista, seguidos pela França, Alemanha e Reino Unido. Já os Estados Unidos, onde a crise começou, mantêm um certo otimismo em relação ao Japão e Reino Unido, por exemplo. O diretor do Ibope atribui esse resultado ao “efeito Obama”, com perspectiva de que o presidente eleito venha equacionar boa parte dos problemas. Além disso, o país ainda ostenta a imagem de maior potência econômica.

 

Krenke observa que a maioria dos estudos sobre crise indica que ela se torna real quando a pessoa perde o emprego. Isso explica por que 79% dos brasileiros esperam que a sua renda familiar cresça nos próximos 12 meses. A enquete foi feita entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro último, antes, portanto, de efeitos como desemprego ficarem mais evidentes, sobretudo no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL954912-9356,00.html


Emprego industrial tem a maior queda desde outubro de 2003, diz IBGE

13 Janeiro 2009

 

Índice recuou -0,6% em novembro em relação a outubro.
Na comparação com novembro de 2007, houve alta de 0,4%.

 

Do G1, em São Paulo

 

O emprego industrial, que permanecia praticamente estável nos últimos três meses, recuou 0,6% em novembro com relação a outubro, a maior queda desde outubro de 2003 (-0,7%), informa nesta terça-feira (13) a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Desemprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Segundo o levantamento, na média móvel trimestral, o índice caiu -0,2% de outubro para novembro, interrompendo a trajetória de crescimento desde junho de 2008. 

Já com relação a novembro de 2007, houve alta de 0,4%, menor acréscimo desde outubro de 2006 (0,3%). Com isso, os indicadores para períodos mais abrangentes mostraram crescimento, mas em menor ritmo do que nos meses anteriores. 

No acumulado no ano, o índice de emprego industrial registrou 2,7% em setembro, 2,6% em outubro e 2,4% em novembro e, no acumulado nos últimos doze meses, o índice também desacelerou entre outubro (2,8%) e novembro (2,5%).

 

Setores e regiões

 

Na comparação com novembro de 2007, a taxa de 0,4% no pessoal ocupado foi influenciada pelo aumento em oito dos quatorze locais pesquisados. As regiões que mais influenciaram positivamente o índice, de acordo com o IBGE, foram Minas Gerais (2,9%) e São Paulo (0,7%), onde sobressaíram alimentos e bebidas (7,7%) e metalurgia básica (8,7%), no primeiro local, e meios de transporte (3,9%) e alimentos e bebidas (3,0%), no segundo. 

 

No sentido contrário, ainda na mesma comparação, Santa Catarina (-2,8%) e Paraná (-1,6%), exerceram as pressões negativas mais relevantes, verificadas nos setores de vestuário (-14,8% e -19,0%, respectivamente) e de madeira (-11,2% e -16,6%).

Na pesquisa por setores, houve aumento do emprego em onze dos dezoito ramos pesquisados. Segundo o IBGE, as principais influências vieram de máquinas e equipamentos (6,3%), alimentos e bebidas (1,9%), minerais não-metálicos (7,5%), meios de transporte (4,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,9%). 

 

Já os setores de vestuário (-9,8%), calçados e artigos de couro (-8,2%) e madeira (-9,9%) exerceram os principais impactos negativos na taxa. 

 

Horas pagas

 

O número de horas pagas reduziu 1,7% em novembro na comparação com o outubro (já descontados os fatores sazonais). Segundo o IBGE, foi a maior queda em toda a série histórica iniciada em janeiro de 2001.

 

Com isso, o indicador de média móvel trimestral, que no mês anterior (-0,1%) interrompera uma trajetória de crescimento presente há quatro meses, intensificou o movimento de queda ao assinalar -0,5% entre outubro e novembro. 

 

“As paralisações na produção e a concessão de férias coletivas não planejadas marcaram o setor industrial a partir de outubro, se ampliaram em novembro e estão na base da variação recorde”, diz a pesquisa.

No comparação com novembro de 2007, o número de horas pagas também recuou (-0,4%), interrompendo uma série de 29 meses de taxas positivas e registrou o menor resultado desde novembro de 2005 (-0,6%).

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL953316-9356,00-EMPREGO+INDUSTRIAL+TEM+A+MAIOR+QUEDA+DESDE+OUTUBRO+DE+DIZ+IBGE.html


Comitê Gestor regulamenta novas regras da Lei Geral

26 Dezembro 2008

 

Texto divulgado pela RFB traz o prazo para parcelamento especial para ingresso no Simples: cem meses.

 

InfoMoney

 

SÃO PAULO – O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou nesta terça-feira (23) cinco resoluções regulamentando os dispositivos da Lei Complementar nº 128/2008, que altera as regras da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

 

A Lei Complementar nº 128, de autoria do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), havia sido publicada no Diário Oficial na segunda-feira (22).

 

O que dizem as resoluções

 

De acordo com o consultor tributário da FISCOSoft, Fabio Rodrigues, as resoluções disciplinam o que já está na lei, esclarecendo pontos que não estavam claros. Uma das questões interessantes diz respeito ao crédito do ICMS. A Resolução nº 53 disciplina a emissão de documentos fiscais para aproveitamento do crédito do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por parte da empresa que compra de outra optante pelo Simples Nacional.

 

Para Rodrigues, é um ponto interessante da lei, que beneficia micro e pequenas empresas. “Antes, para competir em pé de igualdade com empresas tributadas com base no Lucro Real ou Lucro Presumido, as MPEs tinham de oferecer o menor preço. Tratava-se do único meio, já que a Lei da Micro e Pequena Empresa não permitia que as empresas compradoras de empresas do Simples usufruíssem do crédito do ICMS, de maneira que estas acabavam preferindo comprar de outros fornecedores”.

 

Outra questão importante é a da substituição tributária. Ele explica que a Resolução nº 53 basicamente diz que, quando a empresa do Simples estiver na condição de substituta, deve recolher o ICMS da operação própria de acordo com o Simples Nacional, ficando a parcela do ICMS do restante da operação fora do Simples, a ser recolhido na forma especificada pela Resolução.

 

ISS

 

A Resolução nº 53 ainda disciplina a retenção do ISS (Imposto sobre Serviços) quando o prestador do serviço for optante do Simples. “É uma medida crucial para as empresas já que, até então, todos os municípios impunham uma alíquota alta do ISS, geralmente de 5%, que é o limite, de maneira que pouco importava se a empresa estava enquadrada no Simples, ou não”.

 

Parcelamento

 

O texto ainda traz uma definição aguardada entre os empresários, e que não estava na lei publicada no Diário Oficial esta segunda-feira (22): o prazo para parcelamento especial para ingresso no Simples, de cem meses. Traz ainda o prazo para pedido do parcelamento, entre os dias 2 e 30 de janeiro.

 

Segundo o Comitê Gestor do Simples Nacional, o pedido deve ser efetuado ao Fisco onde houver o débito a ser parcelado (Receita Federal do Brasil, estado ou município). Sublinha-se que o parcelamento é um benefício que não pode ser utilizado por empresa excluída do Simples, ou seja, não pode ser usado para reingresso no regime.

 

Incidência monofásica

 

Por fim, o consultor tributário lembra um ganho das empresas com a nova lei: a possibilidade de os varejistas deixarem de recolher PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Ele explica que, antes da Lei Complementar nº 128/2008, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa citava apenas a substituição tributária e não a incidência monofásica.

 

Para quem não está habituado aos termos relativos ao sistema tributário brasileiro, a incidência monofásica é um processo parecido com o da substituição tributária, mas que diz respeito ao PIS e à Cofins.

 

Assim, mesmo quando a indústria já recolhia PIS e Cofins, o distribuidor e o varejista eram obrigados e recolher novamente esses tributos. Agora, com a LC nº 128/2008, isso não deve mais acontecer e os custos do varejista devem diminuir.

 

Rodrigues finaliza citando alguns produtos que estão sujeitos à incidência monofásica: bebidas, produtos de perfumaria, higiene pessoal, medicamentos e combustíveis.


Impostômetro atinge marca de R$ 1 trilhão

16 Dezembro 2008

 

impostometro

 

 

“Calculadora” mostra quanto o brasileiro pagou de impostos.

Painel teve que ser trocado por outro maior.

 

 

Do G1, em São Paulo

 

 

No início da tarde desta segunda-feira (15), o Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que calcula em tempo real a carga tributária no Brasil, atingiu R$ 1 trilhão.

 

O valor representa o total pago pelos brasileiros em impostos municipais, estaduais e federais em 2008.

 

Para abrigar a marca de R$ 1 trilhão, o painel teve que ser trocado por um maior, que abrigasse as casas decimais dos trilhões e também os centavos.

 

No mesmo período do ano passado, ou seja, de 1º de janeiro até 15 de dezembro de 2007, o Impostômetro marcou R$ 878 bilhões. No total, a arrecadação tingiu R$ 926 bilhões no ano passado.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a estimativa é que cada brasileiro pague R$ 5.628 em tributos neste ano, montante 14% maior do que no mesmo período do ano passado.

 

O Impostômetro está instalado no prédio da ACSP, no centro de São Paulo, e funciona em tempo real. O sistema, que também pode ser consultado pela internet, informa o total de impostos pagos desde janeiro de 2000. É possível calcular o valor pago na União, por estado, município, capital e por tipo de imposto.

 

Disponível em:

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL923489-9356,00- IMPOSTOMETRO+ATINGE+MARCA+DE+R+TRILHAO.html


Brasil deve ter menos investimento estrangeiro em 2009, diz pesquisa

15 Dezembro 2008

 

Da Redação

Em São Paulo

 

 

A expectativa do mercado para o próximo ano é de que o investimento estrangeiro no Brasil encolha. Segundo o boletim Focus publicado nesta segunda-feira, a entrada de recursos no país deve totalizar US$ 22 bilhões no próximo ano, contra os US$ 24 bilhões que foram previstos na semana anterior.

 

Os dados constam da pesquisa semanal Focus, realizada pelo Banco Central com economistas.

 

Segundo dados do Banco Central, de janeiro a outubro, a entrada de investimentos externos diretos líquidos no país totalizou US$ 34,747 bilhões e superou a meta de US$ 35 bilhões estipulada para 2008.

 

Disponível em: http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/12/15/ult4294u2014.jhtm


Quem vai e quem fica

12 Dezembro 2008

 

 

As primeiras demissões da crise dão uma amostra dos setores mais afetados pelo desaquecimento da economia. Por enquanto, o cenário não atingiu boa parte dos executivos

 

 

 

Por Marina Izidoro

Você S/A

 

 

Quem está mais abaixo na pirâmide corporativa e trabalha nos setores mais atingidos pela falta de crédito, por hora, vem sofrendo mais com os efeitos da crise global sobre o emprego. A indústria automobilística, o segmento imobiliário e os grandes exportadores concentraram boa parte das demissões nos últimos meses. É o caso da Vale, que no início do mês anunciou a demissão de 1 300 funcionários, sendo que 260 desses postos de trabalho serão fechados nas plantas da siderúrgica em Minas Gerais. A empresa divulgou que dará férias coletivas a 5 500 empregados, 80% deles em Minas.

 
No setor de autopeças, a TRW demitiu, em novembro, 89 funcionários na sua principal fábrica no país, em Limeira, interior de São Paulo, que emprega 2 200 trabalhadores. O motivo, segundo a companhia, foi a queda nas exportações, principalmente para os Estados Unidos. A Sabó, outra grande do setor, demitiu cerca de 80 pessoas em meados de outubro. A indústria de autopeças prevê um total de demissões de 7 500 pessoas até o final deste mês. No mesmo mercado, a Volvo, fabricante sueca de ônibus e caminhões com sede em Curitiba, no Paraná, dispensou 430 funcionários da fábrica no estado (150 efetivos e 280 temporários) e outros 100 da planta de Pederneiras, em São Paulo, por causa do desaquecimento do mercado doméstico e da diminuição nas exportações.

 

As demissões são uma tentativa de ajuste ao futuro, depois de um ano de vacas gordas. A expectativa da Volvo é que as vendas de caminhões e ônibus caiam entre 10% e 20% no país em 2009. Mesmo assim, a fabricante fecha o ano com 2 410 funcionários, 17 a mais do que tinha no fim do ano passado. No mercado imobiliário, outro atingido em cheio pela retração do crédito, as empresas que têm capital aberto, como Lopes e BR Brokers, que atuam na área de consultoria de imóveis, preferiram falar em corte de custos em seus últimos balanços trimestrais, e não em demissões. Na prática, a primeira demitiu cerca de 60 funcionários e a segunda fez um corte de 20% do quadro. 

 

COMPASSO DE ESPERA

 

As demissões são o sinal mais evidente de que a crise começa a afetar o mercado de trabalho. Como conseqüência, a Michael Page, consultoria de busca de executivos com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo, demitiu 40 consultores no início de dezembro. Neste primeiro momento, as consultorias mais atingidas são aquelas que recrutam profissionais nas faixas de média e baixa gerência, como é o caso da Michael Page. Na Fesa, empresa de recrutamento de executivos de São Paulo, os números de outubro já demonstravam o sentimento de apreensão que tomou conta do mercado. “Tivemos uma queda de 13% na procura em relação a setembro. As companhias estão reticentes”, diz Alfredo Assumpção, sócio da consultoria. Alfredo, no entanto, engrossa o coro de que os cortes não devem se espalhar por todos os setores. “Não acredito que haverá grande número de demissões, principalmente entre as organizações que atuam no mercado interno, que estão com suas contas saneadas e não dependem de financiamento.” Vale lembrar que parte dessas empresas que demitem agora, como é o caso da Michael Page, fez muitas contratações no primeiro semestre e agora precisa se ajustar. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que nos primeiros dez meses do ano houve recorde de novos postos de trabalho. A última pesquisa da DBM, consultoria de recolocação, de São Paulo, mostrou que a contratação de executivos subiu 50% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2007. “Muitas empresas devem diminuir o ritmo dos processos, mas não estancar a abertura de vagas”, diz Cláudio Garcia, presidente da DBM. É esperar para ver.

 

Disponível em: http://vocesa.abril.uol.com.br/edicoes/0126/aberto/materia/mt_408340.shtml