Empresários americanos e brasileiros estão pessimistas, apontam pesquisas

27 Janeiro 2009

 

EUA devem ter mais cortes de empregos, dizem empresários.

No Brasil, 77% dos pesquisados acham que desemprego crescerá.

 

Do G1, com agências

 

 

O ano de 2009 deve ser ruim para os trabalhadores, com mais empresas cortando empregos nos próximos meses, aponta uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial norte-americana, que indica também que este ano será o pior para o ambiente de negócios nos EUA desde que o relatório começou a ser produzido, em 1982.

 

No Brasil, o cenário parece que não será diferente. Um levantamento feito pela Serasa Experian entre os dias 5 e 9 de janeiro, com 1.024 executivos da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras no país mostra que 77% deles esperam aumento do desemprego neste primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, essa fatia era de 24%.

 

Nos EUA, 39% dos entrevistados acreditam que haverá uma redução “significativa” nos empregos, acima dos 32% da sondagem anterior, feita em outubro. Nesta rodada da pesquisa, 45% disseram que contratações não estão nos planos da empresa.

 

Pessimismo

 

No quesito emprego, a região mais pessimista no Brasil é a Sudeste, onde 82% dos empresários têm percepção de aumento do desemprego de janeiro a março deste ano.

 

Com tamanho pessimismo para o comportamento do emprego no país, a previsão do empresariado para inadimplência e endividamento também piorou bastante.

 

Do total de entrevistados, 72% acreditam que haverá aumento da inadimplência, especialmente entre os bancos, onde 86% dos executivos têm essa percepção. No caso do endividamento, 64% dos empresários avaliam que deve haver aumento nos primeiros três meses do ano.

 

(*) Com informações do Valor e da Associated Press

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL973089-9356,00-EMPRESARIOS+AMERICANOS+E+BRASILEIROS+ESTAO+PESSIMISTAS+APONTAM+PESQUISAS.html


Brasileiro é um dos mais otimistas em relação à crise

15 Janeiro 2009

 

Da Agência Estado

O brasileiro está entre os mais otimistas em relação aos efeitos da crise econômica nos próximos meses, apesar de o pessimismo dominar quase a metade da população mundial , revela pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN) em 17 países.

 

A enquete realizada para detectar o impacto da crise no mundo mostra que 49% dos 16 mil entrevistados nesse conjunto de países acreditam que a situação econômica de seu país vai piorar nos próximos três meses. Mas, no Brasil, apenas 19% apostam na deterioração da situação econômica do País e 34% acreditam numa melhora.

 

“O Brasil está entre os mais otimistas quanto aos impactos da crise, ao lado de outros países emergentes, como Índia e China”, observa o diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, Eduardo Krenke. Na Índia e na China, 39% e 27% da população, respectivamente, acredita que a situação de seu país vai melhorar em três meses. Na análise de Krenke, o forte crescimento registrado pelos países emergentes nos últimos anos dá resistência aos impactos da desaceleração econômica.

 

A pesquisa mostra que a Islândia, o primeiro país a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional, e o Japão são os países com a população mais pessimista, seguidos pela França, Alemanha e Reino Unido. Já os Estados Unidos, onde a crise começou, mantêm um certo otimismo em relação ao Japão e Reino Unido, por exemplo. O diretor do Ibope atribui esse resultado ao “efeito Obama”, com perspectiva de que o presidente eleito venha equacionar boa parte dos problemas. Além disso, o país ainda ostenta a imagem de maior potência econômica.

 

Krenke observa que a maioria dos estudos sobre crise indica que ela se torna real quando a pessoa perde o emprego. Isso explica por que 79% dos brasileiros esperam que a sua renda familiar cresça nos próximos 12 meses. A enquete foi feita entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro último, antes, portanto, de efeitos como desemprego ficarem mais evidentes, sobretudo no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL954912-9356,00.html