Algum empreendedor de plantão por ai?

4 Fevereiro 2009

 

reciclagem

 

 

Cientistas brasileiros criam o papel de plástico

 

São necessários 850 quilos de plástico reciclado para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

 

Cientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco. Veja na reportagem de Helen Sacconi.

 

Uma folha de papel é resultado de um estudo que durou seis anos, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos. É o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez da celulose.

 

A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no lixo, pode ser aproveitada. O plástico é triturado e misturado a uma série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas temperaturas.

 

Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens.

 

“É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta”, afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

 

A idéia já foi testada em larga escala e patenteada. “Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros”, disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

 

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor. Mas essa pequena amostra foi levada a uma papelaria. “É bom para escrever, eu acho que vale a pena”, disse uma mulher.

 

Oitocentos e cinquenta quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

 

Os estudos revelam que, se fosse aplicada em sala de aula, a novidade poderia aumentar a vida útil de livros e de cadernos. “É essa a questão, a reposição do material, a reconstrução, unir o que é dá para reutilizar”, disse a professora Alessandra Lopes da Fonseca.

 

Uma família, que compra livros usados para diminuir as despesas, gostou da idéia. “Acho que a durabilidade, a economia vai ser bem maior. Vai ser bem melhor você tirar lixo do meio ambiente do que derrubar árvores”, disse a secretária Erika Signini.

 

Disponível em: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL985618-10406,00-CIENTISTAS+BRASILEIROS+CRIAM+O+PAPEL+DE+PLASTICO.html


Governo cria barreira para frear importações ao Brasil

27 Janeiro 2009

 

da Folha Online

 

Em uma decisão que pegou de surpresa as empresas de comércio exterior, o governo passou a adotar nesta segunda-feira (26) uma série de barreiras não-tarifárias à entrada de produtos importados, revela reportagem de Guilherme Barros na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

 

O Siscomex, o sistema usado para controlar o comércio exterior, vai exigir a apresentação da licença de importação prévia, a chamada LI, para quase todos os produtos que entram no país. Na prática, a medida significa a volta do sistema de controle das importações adotado pelo país nas décadas de 70 e 80, quando o Brasil era um pequeno exportador e importava 80% do petróleo que consumia.

 

O que mais chamou a atenção foi a forma com que o governo comunicou a decisão ao setor. Em vez de uma portaria ou uma comunicação formal, o Ministério do Desenvolvimento anunciou a nova medida por meio de uma nota publicada na sexta-feira passada no Siscomex.

 

A lista de produtos com entrada restrita é ampla e abrange praticamente toda a pauta de importações do país: produtos de moagem (trigo), plásticos, cobre, alumínio, ferro, bens de capital, material eletroeletrônico, autopeças, automóveis e material de transporte em geral, entre outros.

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u494837.shtml


Empresários americanos e brasileiros estão pessimistas, apontam pesquisas

27 Janeiro 2009

 

EUA devem ter mais cortes de empregos, dizem empresários.

No Brasil, 77% dos pesquisados acham que desemprego crescerá.

 

Do G1, com agências

 

 

O ano de 2009 deve ser ruim para os trabalhadores, com mais empresas cortando empregos nos próximos meses, aponta uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial norte-americana, que indica também que este ano será o pior para o ambiente de negócios nos EUA desde que o relatório começou a ser produzido, em 1982.

 

No Brasil, o cenário parece que não será diferente. Um levantamento feito pela Serasa Experian entre os dias 5 e 9 de janeiro, com 1.024 executivos da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras no país mostra que 77% deles esperam aumento do desemprego neste primeiro trimestre. No mesmo período do ano passado, essa fatia era de 24%.

 

Nos EUA, 39% dos entrevistados acreditam que haverá uma redução “significativa” nos empregos, acima dos 32% da sondagem anterior, feita em outubro. Nesta rodada da pesquisa, 45% disseram que contratações não estão nos planos da empresa.

 

Pessimismo

 

No quesito emprego, a região mais pessimista no Brasil é a Sudeste, onde 82% dos empresários têm percepção de aumento do desemprego de janeiro a março deste ano.

 

Com tamanho pessimismo para o comportamento do emprego no país, a previsão do empresariado para inadimplência e endividamento também piorou bastante.

 

Do total de entrevistados, 72% acreditam que haverá aumento da inadimplência, especialmente entre os bancos, onde 86% dos executivos têm essa percepção. No caso do endividamento, 64% dos empresários avaliam que deve haver aumento nos primeiros três meses do ano.

 

(*) Com informações do Valor e da Associated Press

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL973089-9356,00-EMPRESARIOS+AMERICANOS+E+BRASILEIROS+ESTAO+PESSIMISTAS+APONTAM+PESQUISAS.html


Brasileiro é um dos mais otimistas em relação à crise

15 Janeiro 2009

 

Da Agência Estado

O brasileiro está entre os mais otimistas em relação aos efeitos da crise econômica nos próximos meses, apesar de o pessimismo dominar quase a metade da população mundial , revela pesquisa feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede global de pesquisas Worldwide Independent Network of Market (WIN) em 17 países.

 

A enquete realizada para detectar o impacto da crise no mundo mostra que 49% dos 16 mil entrevistados nesse conjunto de países acreditam que a situação econômica de seu país vai piorar nos próximos três meses. Mas, no Brasil, apenas 19% apostam na deterioração da situação econômica do País e 34% acreditam numa melhora.

 

“O Brasil está entre os mais otimistas quanto aos impactos da crise, ao lado de outros países emergentes, como Índia e China”, observa o diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, Eduardo Krenke. Na Índia e na China, 39% e 27% da população, respectivamente, acredita que a situação de seu país vai melhorar em três meses. Na análise de Krenke, o forte crescimento registrado pelos países emergentes nos últimos anos dá resistência aos impactos da desaceleração econômica.

 

A pesquisa mostra que a Islândia, o primeiro país a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional, e o Japão são os países com a população mais pessimista, seguidos pela França, Alemanha e Reino Unido. Já os Estados Unidos, onde a crise começou, mantêm um certo otimismo em relação ao Japão e Reino Unido, por exemplo. O diretor do Ibope atribui esse resultado ao “efeito Obama”, com perspectiva de que o presidente eleito venha equacionar boa parte dos problemas. Além disso, o país ainda ostenta a imagem de maior potência econômica.

 

Krenke observa que a maioria dos estudos sobre crise indica que ela se torna real quando a pessoa perde o emprego. Isso explica por que 79% dos brasileiros esperam que a sua renda familiar cresça nos próximos 12 meses. A enquete foi feita entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro último, antes, portanto, de efeitos como desemprego ficarem mais evidentes, sobretudo no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL954912-9356,00.html


Feliz Natal

24 Dezembro 2008

 

Logística…

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Disponível em: bp1.blogger.com/…/s320/papai_noel_correios.jpg


A sua empresa não está na lista da Hewitt?

18 Dezembro 2008

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 http://www.evanog.com/press/wp-content/uploads/2008/04/podio.jpg

 

 

Por Luciano Holanda

 

 

Muito se fala por ai que a sua empresa é a “bambambã” em gestão de pessoas. Mas, porque ela não está na capa da Valor Carreira deste mês?

 

Há seis anos a revista Valor Carreira se propõe a construir o ranking das Melhores Empresas em Gestão de Pessoas. Neste ano a grande novidade é a parceria firmada entre o meio de comunicação e a empresa líder mundial em consultoria e de outsourcing em recursos humanos, com mais de 65 anos de experiência, presente em 35 países e com cerca de 24mil colaboradores, humildemente conhecida como Hewitt Associates.

 

Para 2008 foi mantido o critério do número de funcionários estabelecendo alguma similaridade entre as empresas comparadas. Além deste, a satisfação, o engajamento dos funcionários e as práticas e métodos de Rh adotados pela companhia são os outros pontos observados para a composição do ranking e o coroamento dos destaques.

 

A sua empresa bem que poderia aparecer na demonstração da publicação. Pena que existam estes critérios, impiedosos critérios.

 

E é justamente nestes que residem às maiores fraquezas das empresas. São fatores independentes mais que se complementam como veremos mais adiante.

 

Mas, ainda tem tempo para que alguns questionamentos sejam lançados e respondidos visando a lista de 2009:

 

Como a sua empresa quer ser reconhecida se os funcionários não se sentem satisfeitos por conseqüência de algum método difuso implantado?

 

Como esperar engajamento se os colaboradores não estão satisfeitos?

 

E porque insistir em métodos e práticas que não trarão nem satisfação e nem tampouco engajamento dos funcionários?

 

Para esta última questão fica até fácil apontar caminhos para as respostas com outro questionamento: Quantos funcionários estão satisfeitos com os métodos e práticas implantados no empreendimento?

 

Vamos lá gestor, arrisque-se e lance os dados. Como diria o poeta: “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

 

A lista das grandes vencedoras de 2008, que tem em seus funcionários verdadeiros parceiros você conhece no endereço a seguir: http://www.valoronline.com.br/Default.aspx.


Quem vai e quem fica

12 Dezembro 2008

 

 

As primeiras demissões da crise dão uma amostra dos setores mais afetados pelo desaquecimento da economia. Por enquanto, o cenário não atingiu boa parte dos executivos

 

 

 

Por Marina Izidoro

Você S/A

 

 

Quem está mais abaixo na pirâmide corporativa e trabalha nos setores mais atingidos pela falta de crédito, por hora, vem sofrendo mais com os efeitos da crise global sobre o emprego. A indústria automobilística, o segmento imobiliário e os grandes exportadores concentraram boa parte das demissões nos últimos meses. É o caso da Vale, que no início do mês anunciou a demissão de 1 300 funcionários, sendo que 260 desses postos de trabalho serão fechados nas plantas da siderúrgica em Minas Gerais. A empresa divulgou que dará férias coletivas a 5 500 empregados, 80% deles em Minas.

 
No setor de autopeças, a TRW demitiu, em novembro, 89 funcionários na sua principal fábrica no país, em Limeira, interior de São Paulo, que emprega 2 200 trabalhadores. O motivo, segundo a companhia, foi a queda nas exportações, principalmente para os Estados Unidos. A Sabó, outra grande do setor, demitiu cerca de 80 pessoas em meados de outubro. A indústria de autopeças prevê um total de demissões de 7 500 pessoas até o final deste mês. No mesmo mercado, a Volvo, fabricante sueca de ônibus e caminhões com sede em Curitiba, no Paraná, dispensou 430 funcionários da fábrica no estado (150 efetivos e 280 temporários) e outros 100 da planta de Pederneiras, em São Paulo, por causa do desaquecimento do mercado doméstico e da diminuição nas exportações.

 

As demissões são uma tentativa de ajuste ao futuro, depois de um ano de vacas gordas. A expectativa da Volvo é que as vendas de caminhões e ônibus caiam entre 10% e 20% no país em 2009. Mesmo assim, a fabricante fecha o ano com 2 410 funcionários, 17 a mais do que tinha no fim do ano passado. No mercado imobiliário, outro atingido em cheio pela retração do crédito, as empresas que têm capital aberto, como Lopes e BR Brokers, que atuam na área de consultoria de imóveis, preferiram falar em corte de custos em seus últimos balanços trimestrais, e não em demissões. Na prática, a primeira demitiu cerca de 60 funcionários e a segunda fez um corte de 20% do quadro. 

 

COMPASSO DE ESPERA

 

As demissões são o sinal mais evidente de que a crise começa a afetar o mercado de trabalho. Como conseqüência, a Michael Page, consultoria de busca de executivos com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo, demitiu 40 consultores no início de dezembro. Neste primeiro momento, as consultorias mais atingidas são aquelas que recrutam profissionais nas faixas de média e baixa gerência, como é o caso da Michael Page. Na Fesa, empresa de recrutamento de executivos de São Paulo, os números de outubro já demonstravam o sentimento de apreensão que tomou conta do mercado. “Tivemos uma queda de 13% na procura em relação a setembro. As companhias estão reticentes”, diz Alfredo Assumpção, sócio da consultoria. Alfredo, no entanto, engrossa o coro de que os cortes não devem se espalhar por todos os setores. “Não acredito que haverá grande número de demissões, principalmente entre as organizações que atuam no mercado interno, que estão com suas contas saneadas e não dependem de financiamento.” Vale lembrar que parte dessas empresas que demitem agora, como é o caso da Michael Page, fez muitas contratações no primeiro semestre e agora precisa se ajustar. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que nos primeiros dez meses do ano houve recorde de novos postos de trabalho. A última pesquisa da DBM, consultoria de recolocação, de São Paulo, mostrou que a contratação de executivos subiu 50% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2007. “Muitas empresas devem diminuir o ritmo dos processos, mas não estancar a abertura de vagas”, diz Cláudio Garcia, presidente da DBM. É esperar para ver.

 

Disponível em: http://vocesa.abril.uol.com.br/edicoes/0126/aberto/materia/mt_408340.shtml


Entre maiores países, só Brasil acelera ritmo de crescimento

10 Dezembro 2008

 

da Folha de S.Paulo

  

Com expansão 0,6 ponto percentual maior que a do segundo trimestre (de 6,2% para 6,8%), o Brasil foi o único entre as 20 maiores economias (a Turquia divulgará seus dados na semana que vem) que teve avanço maior de julho a setembro do que nos três meses anteriores.

 

Os Estados Unidos, a maior economia mundial, passaram de avanço de 2,1% no segundo trimestre para 0,7% no terceiro, e o Japão, a segunda maior, nesse mesmo período, saiu de um avanço de 0,7% para uma contração de 0,5%, sempre fazendo a comparação com o mesmo período de 2007.

 

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a economia japonesa está em recessão (teve dois trimestres consecutivos de retração), e os EUA se contraíram de julho a setembro –o país está oficialmente em recessão desde dezembro de 2007, segundo os critérios da National Bureau of Economic Research, que considera outros indicadores além do PIB.

 

Um cenário parecido já tinha acontecido entre abril e junho. Na ocasião, só Brasil, México e Indonésia cresceram mais no segundo trimestre do que no período de janeiro a março –levando em conta os 20 maiores PIBs do mundo. Mas a Indonésia se desacelerou de 6,4% no segundo trimestre para 6,1% nos três meses seguintes, e o México teve o seu menor avanço em cinco anos, de 1,6%.

 

O resultado brasileiro do terceiro trimestre também serviu para que o país não tivesse o menor avanço dos Brics (grupo que também conta com a Rússia, a Índia e a China).

 

Agora coube à Rússia, que enfrenta queda de mais de 60% no preço do petróleo, uma das suas principais fontes de renda, o posto de país que menos cresce. O PIB russo cresceu 6,2% no terceiro trimestre, 1,3 ponto percentual menos que entre abril e junho.

 

A última vez que o Brasil não ficou, pelo menos isoladamente, com o pior resultado entre os Brics foi em 2004, quando o país e a Rússia cresceram 7,8% no segundo trimestre.

 

O crescimento de 6,8% permitiu que o Brasil conseguisse diminuir mais a diferença que o separava dos crescimentos dos demais países emergentes, especialmente China e Índia. Com o recuo da procura por seus produtos e serviços no exterior e a queda na demanda interna, a China avançou 9% de julho a setembro (a expansão no segundo trimestre foi de 10,1%), e a Índia, 7,6%, 0,3 ponto percentual menos do que entre abril e junho.

 

O Brasil também foi um dos poucos países da América Latina que continuou se acelerando (o Chile é outro caso –passou de crescimento de 4,5% para 4,8%), mas não é o que mais avança na região.

 

Como tem se tornado freqüente, a economia peruana é a que mais se expande no continente, apesar de também ter se desacelerado: cresceu 9,5% no terceiro trimestre, ante 10,5% no período imediatamente anterior.  

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u477439.shtml


Reconhecimento e Inclusão

6 Dezembro 2008

 palmas-1besoirar.blogspot.com/2007_06_01_archive.html

 

Por Luciano Holanda

 

 

Vencida a batalha no Senado Federal o projeto que cria a figura do MEI – Micro Empreendedor Individual se prepara para novo embate na Câmara dos Deputados. Afinal de contas o que representa essa vitória para a sociedade?

 

No Brasil, segundo dados da pesquisa Economia Informal Urbana de 2003 existiam quase 11 milhões de empresas nesta condição. Estas empregavam quase 13,5 milhões de pessoas.

 

O projeto que segue para a Câmara busca cumprir dois papéis básicos do ponto de vista do empreendedor informal: o reconhecimento e a inclusão.

 

Ora, o estudo de 2003 nos mostra um número milionário, e o que o projeto faz na essência é emitir uma certidão de reconhecimento a esses que estão à margem da economia formal. Eles existem, são legítimos e eu os reconheço.

 

Num outro instante o que se observa é o exercício da inclusão. Estes empreendedores farão parte do banco de dados dos “credores públicos” adquirindo direitos e deveres, ou seja, a cidadania empresarial.

 

O que se espera é que tal artifício possa ser de fato uma verdadeira parceria entre os empreendedores e o governo.

 

E você o que acha?

 

 


Monster, Inc.

4 Dezembro 2008

 

monstros-sa-1http://www.adorocinema.com/

 

Por Luciano Holanda

 

Quem já assistiu sabe do que estou falando, quem ainda não assistiu, após ler este post vai iniciar um embate com o seu filho mais novo e se deliciar com o que a turma da Disney/Pixar aprontou neste grande sucesso de público, seguramente composto de adultos.

 

A trama se passa no ambiente de uma fábrica responsável em produzir a energia necessária para o funcionamento de todas as cidades onde residem os monstros. A Monster, Inc. funciona praticamente nos três turnos e o insumo necessário para a produção de energia são os gritos das crianças, que são armazenados em cilindros especiais, após serem assustadas pelos monstros que saem de dentro do armário, em qualquer parte do mundo. Da mesma forma que os monstros causam terror as crianças, estas se configuram um grande temor aos monstros que acreditam serem tóxicas e mortais. Tudo parecia ir bem para o monstro sênior, James P. Sullivan, campeão de desempenho, e seu fiel assistente Mike Wazowski, até que um dia uma criança ultrapassa a barreira do armário, fruto de uma armação do presidente da empresa e o monstro que ocupa a vice liderança em desempenho, e passa a conviver com os dois monstrinhos, representando uma ameaça direta a paz naquela cidade.

 

A abordagem dos preceitos da organização empresarial acontece de forma natural cena após cena no filme. Hora somos convidados a entrar na linha de produção, em outro momento aparecem os procedimentos “burocráticos” do pessoal responsável pelos controles internos, quando a coisa parece ficar preta surge a unidade de segurança do trabalho e até uma unidade de capacitação com simuladores demonstra o nível em que a fábrica de energia se encontra. Sem dúvida, o que se vê no filme poderia servir de exemplo para muitos empresários, resultando em uma obra “quase empresarial”.

 

Outro ponto marcante do filme é a capacidade de adaptação da empresa. Se observarmos que a menina Boo representava uma ameaça ao futuro do negócio, fica claro também que poucas corporações dão respostas com tanta rapidez transformando as ameaças em oportunidades. É neste contexto que o grito dá lugar ao riso, gerando a energia necessária a sobrevivência daquela longínqua “monstrolândia”.

 

É isso. Assistam e me enviem a sua impressão sobre este filme “quase empresarial”.

Ficha Técnica
Título Original: Monsters Inc.
Gênero: Animação
Ano de Lançamento (EUA): 2001
Site Oficial: http://disney.go.com/DisneyPictures/monstersinc
Estúdio: Walt Disney Productions / Pixar Animation Studios
Distribuição: Buena Vista International
Direção: Peter Docter e David Silverman