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Por Luciano Holanda
Vencida a batalha no Senado Federal o projeto que cria a figura do MEI – Micro Empreendedor Individual se prepara para novo embate na Câmara dos Deputados. Afinal de contas o que representa essa vitória para a sociedade?
No Brasil, segundo dados da pesquisa Economia Informal Urbana de 2003 existiam quase 11 milhões de empresas nesta condição. Estas empregavam quase 13,5 milhões de pessoas.
O projeto que segue para a Câmara busca cumprir dois papéis básicos do ponto de vista do empreendedor informal: o reconhecimento e a inclusão.
Ora, o estudo de 2003 nos mostra um número milionário, e o que o projeto faz na essência é emitir uma certidão de reconhecimento a esses que estão à margem da economia formal. Eles existem, são legítimos e eu os reconheço.
Num outro instante o que se observa é o exercício da inclusão. Estes empreendedores farão parte do banco de dados dos “credores públicos” adquirindo direitos e deveres, ou seja, a cidadania empresarial.
O que se espera é que tal artifício possa ser de fato uma verdadeira parceria entre os empreendedores e o governo.
E você o que acha?
Projeto para ajudar empreendedores
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Objetivo é levar direitos como aposentadoria e licenças para informais.
Quatro milhões de trabalhadores mantêm negócios na informalidade.
Um exemplo dessa categoria é Maria de Lourdes dos Santos, costureira desde os treze anos de idade. Hoje, aos 60, ela trabalha no pequeno apartamento que divide com filhos e netos. “Parei de trabalhar aqui, acabou. Se eu adoecer não tem para onde ir. Infelizmente não tem”, diz ela.
Assim como Maria de Lourdes, quatro milhões de trabalhadores estão na mesma situação. Têm um pequeno negócio e trabalham na informalidade. Não pagam impostos, mas, por outro lado, não têm direito à aposentadoria ou a qualquer outro benefício como auxílio-doença e licença maternidade. Mas um projeto que está pronto para ser votado pelo senado pode ajudar a mudar essa realidade.
O projeto cria a figura do micro-empreendedor individual (MEI). É aquele trabalhador que tem um pequeno negócio com faturamento de até R$ 36 mil por ano e no máximo um empregado. Para legalizar o negócio, basta ir à uma junta comercial e abrir uma empresa. O micro empreendedor passa então a pagar uma taxa única de cerca de R$ 50 por mês de impostos e contribuição para a Previdência.
Novos direitos
“Este público vai ter direito a aposentadoria por idade. Vai ter direito a licença-saúde, licença-maternidade e licença-acidente de trabalho”, explica o ministro da Previdência Social, José Pimentel.
Para o senador Adelmir Santana (DEM-DF), relator do projeto, “eles virão para a formalidade porque eles terão registro, terão passagem pela junta comercial, terão acesso a crédito e passarão a existir como empresários”.
O pipoqueiro Joel Avelino Serafim, que trabalha na função há mais de dez anos, disse que a aposentadoria, para ele, está longe. Mas gostou da idéia de ser um empresário. “Vou passar a ter uma segurança, e esperar o futuro na frente”, conclui.
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A outra forma no Marketing Mix de se definir o preço é utilizando a demonstração dos custos da empresa.
Segue abaixo algumas estratégias que podem ser adotadas pelos empresários de micro e pequeno porte na definição dos seus preços orientados por esta variável.
Precificação baseada em custo total: Estratégia de precificação em que todos os custos variáveis relevantes e a parte total de custos fixos diretamente atribuíveis ao produto são usados para estabelecer seu preço de venda.
Precificação com base no incremento de custos: Abordagem em que o preço de todas as unidades adicionais produzidas, após descontados os custos fixos de produção, é baseado no custo variável ao invés do custo total.
Meta de retorno sobre o investimento: Método de precificação que busca a realização de um retorno sobre o investimento desejado. Nesse método, uma fórmula é usada para calcular o preço a ser estabelecido para o produto, de modo a retornar um lucro desejado ou taxa de retorno sobre o investimento, assumindo que uma quantidade particular do produto seja vendida.
Precificação de custo adicionado (Markup): Um método simples de precificação em que uma quantia ou porcentagem especificada, conhecida como margem padrão, é adicionada ao custo da unidade de produção ou de aquisição de um artigo para determinar seu preço de venda.
Precificação pelo custo médio: Método de precificação em que um markup para lucro é adicionado ao custo médio de produção ou de aquisição.
Precificação baseada na curva de experiência: A precificação de um produto em nível mais baixo que seu custo médio, na crença de que o custo diminuirá na medida em que a experiência de produção aumente.
Maximização de lucro a curto prazo: Objetivo de precificação, em que uma firma visa gerar tanto lucro quanto possível, tão depressa quanto possível; a máxima penetração de mercado e considerações de lucro a longo prazo são ignoradas.
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Dentro do composto de Marketing ou Marketing Mix, os empresários de empresas de micro e pequeno porte poderão utilizar estratégias para a definição de preços, considerando a concorrência, ou seja, não levam em conta a demonstração dos seus custos nem tampouco a percepção dos clientes. O foco é a atuação dos seus competidores.
Segue abaixo alguns exemplos desta abordagem, disponibilizadas em http://www.dearaujo.ecn.br/cgi-bin/asp/precificacao.asp.
Estratégia de precificação siga-o-líder: Uma estratégia de precificação adotada por firmas que copiam os preços praticados pelo líder de mercado.
Precificação para afastar novos competidores: Prática de precificação bem comum em situações de mercados oligopolísticos, em que as maiores empresas do mercado mantêm preços muito baixos para desencorajar competidores pequenos e deste modo proteger suas próprias participações de mercado.
Precificação indiferenciada: Prática de precificação em que a empresa procura manter preços de mercado semelhantes aos de seus competidores principais, de modo a desencorajar a eclosão de “guerras de preço”. Nesse tipo de competição as empresas buscam ganhar participação de mercado através da prestação de serviços ou da criação de outros diferenciais de marketing, que não o preço.
Precificação predatória: A prática de precificação pela qual uma companhia espera inibir ou eliminar a competição cobrando preços mais baixos que os preços normais de seus produtos em determinadas regiões geográficas.
No próximo post sobre Marketing Mix, serão apresentadas estratégias considerando a relação preço x custos.
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Um grande aliado e que pode ser utilizado pelos empresários de micro e pequeno porte como oportunidade de se tornarem mais competitivos em seu ambiente empresarial é o Marketing Mix ou composto de Marketing. Os conceitos para este termo são os mais diversos, mas convergem para a definição do conjunto de fatores que compõem as atividades de Marketing. Os elementos mais utilizados para ilustrar o conceito são os 4Ps do Marketing definidos por Jerome McCarthy: Produto, Preço, Promoção e Praça.
Certamente o que faz brilhar os olhos dos empresários é o P referente a preço. Essa variável pode ser trabalhada dentro do negócio sob três pontos de vista: o cliente, a concorrência e os custos da empresa.
Neste primeiro post, iremos apresentar opções de estratégias a serem adotadas pela empresa quando se estiver trabalhando o preço sob a ótica do cliente.
Precificação de penetração de mercado: Uma abordagem de precificação em que um fabricante estabelece um preço relativamente baixo para um produto na fase introdutória de seu ciclo de vida, com a intenção de construir participação de mercado.
Estratégia de preço alto: Uma abordagem planejada de precificação, apropriada em situações de demanda inelástica, em que uma organização decide manter seus preços altos; as razões para tal estratégia podem incluir: desenvolvimento de um segmento super premium do mercado, abarrotamento na parte inferior do mercado ou o desejo de criar uma imagem de prestígio para o produto. Também denominada Precificação Premium.
Precificação de ordenha do mercado: Uma abordagem de precificação em que o produtor fixa um preço introdutório alto para atrair compradores com um desejo forte pelo produto e também dispõem dos recursos para comprá-los, e então, gradualmente, reduz o preço para atrair as camadas subseqüentes do mercado.
Inclinção da curva de demanda para baixo: Um método de precificação, em que o preço inicial é fixado no nível mais alto possível, e então gradualmente reduzido para atrair ondas sucessivas de compradores, na medida em que a demanda diminui.
Precificação de prestígio: A estratégia de precificação em que os preços são fixados em um nível alto, reconhecendo-se que preços mais baixos inibirão as vendas em vez de encorajá-las, e que os compradores associarão o preço alto para o produto com qualidade superior; também denominada Precificação pela Imagem.
Precificação baseada em valor: Abordagem de precificação em que o preço de venda de um bem ou serviço é baseado na avaliação da companhia do valor mais alto do produto para o consumidor; isto é, em que o consumidor está disposto a pagar por isto.
Precificação por comparação: Um método de precificação, em que o preço para um novo produto é fixado comparando os benefícios que ele oferece, comparado aos de outros produtos da mesma categoria.
Precificação retroativa da demanda: Método precificação em que os preços são fixados pela determinação do que os consumidores estão dispostos a pagar; então os custos são deduzidos. Um método de precificação em que uma estimativa é feita sobre preço que os clientes estão dispostos a pagar por um produto dado; este preço é então comparado ao custo por unidade para ver se vai de encontro aos objetivos de lucro da firma.
Precificação diferencial: A estratégia de precificação em que uma companhia fixa preços diferentes para o mesmo produto com base em diferentes tipos de clientes, época da compra etc.; também chamado Precificação Discriminatória, Precificação Flexível, Precificação Múltipla e Precificação Variável.
Método de tentativa de ajuste de preço. Abordagem de precificação, baseada no comprador, em que o pessoal de vendas, testa as reações dos revendedores ao preço proposto de um produto a chegar, antes que uma decisão final de preço seja feita.
Precificação por produto complementar: A precificação de um produto no nível ótimo (de máxima aceitação pelo mercado), não importando considerações de custo ou lucro, de forma que a demanda por outro produto que é usado com ele possa aumentar e então maximizar os lucros de ambos os produtos juntos.
Preço diferenciado: Precificação de diferentes produtos em uma linha de produtos em vários níveis de preço, dependendo de seus tamanhos e características, para torná-los disponíveis a um leque maior de clientes.
Disponível em:
http://bdi.agencia7.net/
Desempenho deve-se ao efeito calendário, segundo o Sebrae.
Setor de serviços apresentou expansão de 6%.
Da Agência Estado
O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas teve queda de 1,6% em agosto, na comparação com julho. Na avaliação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), o desempenho deve-se ao efeito calendário, já que o oitavo mês do ano teve um dia útil a menos que julho. O segmento de indústrias apresentou em agosto a queda mais expressiva, de 5%, seguido pelo comércio (3,8%). Já o setor de serviços apresentou expansão de 6% na mesma base de comparação.
De acordo com o levantamento, o nível de pessoal ocupado manteve-se estável, o rendimento real dos empregados nas MPEs paulistas apresentou variação de -0,3% e o gasto total com folha de pagamentos apresentou expansão de 2,1%.
O faturamento das MPEs da capital paulista apresentou expansão de 1,8% no mês, enquanto as da região metropolitana de São Paulo mostraram alta de 0,1%. Já as empresas do Grande ABC e do interior registraram queda de 1,5% e 3,3%, respectivamente.
Na avaliação do diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o fato de não haver mais feriados que reduzam o número de dias úteis até o Natal é extremamente positivo para o faturamento das MPEs. “Como os empresários continuam vendendo em patamar semelhante ao ano passado e continuam otimistas, se a turbulência financeira internacional se mostrar passageira, acreditamos que ainda é possível terminar o ano com variação positiva nas vendas.”
Apesar da retração registrada em agosto, 55% das MPEs esperam um aquecimento no faturamento nos próximos seis meses, e 52% delas acreditam na melhora da economia brasileira.