Fonte: www.antoniomiranda.com.br
Por Liliane Braga
Bibliotecária e Consultora Credenciada do SEBRAE/PB
Desde quando o ainda candidato a empresário pensa em montar o seu próprio negócio o primeiro passo é buscar informações. Informações sobre a atividade que será implantada, sobre os passos necessários para legalizar a sua atividade… Enfim, essa busca por informação jamais acaba.
Quem estar ou pretende ingressar nos mundo dos negócios, não pode desconsiderar a força deste elemento, pois até os modelos de gestão das empresas que desejam ser manter competitivas no mercado já possui as suas teorias (e práticas) baseadas nos benefícios que os recursos informacionais podem trazer.
No ambiente empresarial, a informação é utilizada em todos os níveis: por um lado existe a informação necessária à tomada de decisão, em que os gestores se baseiam para determinar estratégias empresariais, resolver problemas, e; pelo outro, a informação produtora do conhecimento e da inovação do produto/serviço gerado. Entretanto, é evidente que as informações técnico-científicas acabam servindo para tomadas de decisões e vice-versa. Por isso, a informação deve ser considerada imprescindível ao desenvolvimento de processos e ações empresariais.
A informação move uma empresa. O departamento de marketing necessita de informações sobre a concorrência e o mercado consumidor. O setor de compras deve receber informações sobre os melhores preços de insumos. O departamento de produção trabalha em cima de dados sobre demanda e desempenho.
O grande aliado das empresas nesse “processo informativo” são as novas tecnologias da informação. Quando funcionam eficientemente proporcionam grandes vantagens como: organização, facilidade de obtenção de informações, previsão, tempo otimizado. Porém, só máquina, softwares, rede de computadores por si não resolvem, se a empresa e seus funcionários não estiverem capacitados para seu pleno uso e, principalmente, culturalmente preparados para criar, distribuir, compreender e usar a informação.
Não saber utilizar a informação, ou mesmo ignorá-la, pode trazer conseqüências gravíssimas para tomadores de decisões. À exemplo disto, apresento dois casos conhecidos mundialmente retirados do livro de Davenport, “Ecologia da informação”: em primeiro, o caso da IBM, que na década de 1980 possuía uma infinidade de dados baseados em pesquisas internas e externas de mercado prevendo o declínio do mainframe, mas quando em 1994 a divisão de computadores ia mal, um dos membros diretores reclamou que nunca soubera de nenhum problema. O segundo é o caso dos engenheiros da NASA que sabiam que a vedação do ônibus espacial Challenger não funcionava no frio e, mesmo assim, foi em um dia frio que ele foi lançado.
Deixar antigos paradigmas de lado e adotar políticas eficientes de gestão da informação não é fácil, porém, importante para a competitividade. Afinal, não é a toa que há algum tempo já se fala: informação é poder! E não tomar nenhuma atitude quanto a isso é correr os mesmos riscos dos engenheiros da NASA ou da equipe de trabalho da IBM.

Escrito por lucianoholanda