Brasil terá uma empresa a cada 24 habitantes em 2015, afirma SEBRAE

24 novembro 2008

 

 

País deve chegar a 9 milhões de companhias, diz estudo da entidade. Com resultado, Brasil se aproxima dos índices dos europeus em 2000.

 

Do G1, em São Paulo

 

O Brasil deve chegar a 2015 com uma empresa para cada 24 habitantes, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae-SP. De acordo com o estudo, a previsão é que o país atinja 9 milhões de companhias em 2015, com uma população de cerca de 210 milhões de habitantes.

 

Segundo o levantamento, com o resultado o Brasil se aproximará dos índices europeus registrados em 2000, quando Alemanha, França, Reino Unido e Itália apresentavam, respectivamente, 23, 24, 23 e 14 habitantes por empresa.

 

O estudo do SEBRAE projeta que, em 2015, o universo de Micro, pequenas e médias empresas do país passe dos atuais 5 milhões para 8,8 milhões, e que mais da metade destes negócios (4,8 milhões) esteja concentrada no setor de comércio (55%), em todo o país, seguido pelos serviços (34%) e indústria (11%).

Conjunto de fatores

Em comunicado, o superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, avalia que o crescimento da relação empresas por habitantes se deve a uma série de fatores.

 

“Quando há crescimento econômico aliado a um ambiente institucional estável, há maior sensação de previsibilidade, o planejamento se torna menos difícil e o empreendedor se sente mais confiante em investir. O resultado é o aumento do número de empresas no país”, afirma ele, que destaca ainda a sanção da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no final de 2006 como outro fator importante para o resultado.

 

A pesquisa mostra também os setores que devem ter maior crescimento nos próximos anos. No comércio, os destaques são para os segmentos de materiais e equipamentos para escritórios e informática (crescimento anual de 12,5% no número de MPEs), comércio de autopeças (7,7%) e quitandas, avícolas e sacolões (7,1%).

 

No setor de serviços, lideram informática (12%) e transporte (8,4%). Na indústria, o destaque é a fabricação de máquinas e equipamentos (7,5%) e edição e gráfica (5,6%).

 

Perfil do empreendedor

Segundo a entidade, o estudo aponta uma mudança significativa no perfil médio do pequeno empreendedor nos próximos anos. “Ele terá mais escolaridade, maior expectativa de vida e aumento na renda média de pelo menos 12% em termos reais”, de acordo com o Sebrae-SP.

 

Os homens continuarão sendo a maioria, apesar do avanço das mulheres, que representavam 32% em 2007 e deverão ser 36% dos empreendedores brasileiros em 2015. No estado de São Paulo, este número deve chegar a 40%.

 

As previsões indicam ainda uma elevação na escolaridade dos donos de pequenos negócios. De 6,2 anos, em 2006, para 7,7 anos, em 2015, entre os que trabalham por conta própria; e de 9,7 anos para 10,7 anos para os empregadores, no mesmo período.

 

Disponível em:

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL780827-16106,00.html


Com as portas sempre abertas

21 novembro 2008

 

Empresas recebem currículos pelo seu próprio site e montam banco de dados

 

Por Adriana Fonseca

Usar o próprio site para recrutar futuros funcionários está se tornando prática comum nas companhias de todos os portes. Ao colocar na página institucional da empresa um link escrito ‘trabalhe conosco’, abre-se uma grande porta para receber currículos. ‘Trata-se de mais uma ferramenta que ajuda a área de recursos humanos a contratar pessoas’, afirma José Louis Essabbá, diretor comercial da E-Hunter, empresa que desenvolveu um software que auxilia na seleção de profissionais via internet. Essabbá conta que com os currículos recebidos pode-se montar um banco de dados de candidatos. Assim, quando uma vaga é aberta, basta procurar ali um profissional compatível com o cargo.

 

Formulário on-line

 

Algumas empresas simplesmente disponibilizam um e-mail para o candidato enviar o currículo. Esse mecanismo, porém, dificulta o armazenamento das informações. Além disso, aumenta a exposição a vírus, que podem estar nos arquivos com o currículo anexado. Para facilitar a procura no banco de dados, é recomendável usar um software que armazene as informações separadamente por campo, como idiomas, experiência e idade. Também é recomendável pedir para a empresa que desenvolveu o site montar um formulário on-line com campos a serem preenchidos pelo candidato. Assim, na hora de procurar o futuro funcionário, basta fazer uma busca por palavra-chave.

 

O bar e restaurante Eclético, do Rio de Janeiro, fez isso. Pediu para a empresa que desenvolveu o seu site que montasse um formulário simples, com campos como nome, endereço, telefone, e-mail, idade e um breve descritivo das atividades profissionais. Renato Accarino, sócio do empreendimento, já contratou seis pessoas por meio da ferramenta. Ele afirma que recebe cerca de 30 currículos por semana. ‘Metade deles acabamos armazenando no nosso banco de dados.’

 

 

Disponível em: http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/1,19125,ERA1686334-2992,00.html


Sebrae mostra “dez mandamentos” para garantir a saúde de um negócio

13 novembro 2008

 

Do G1, em São Paulo

 

Inovação e criatividade são qualidades necessárias ao empreendedor.
É essencial garantir que cliente faça propaganda ‘boca-a-boca’ da empresa.

 

O início de um negócio sempre envolve desafios. Para evitar que os obstáculos que surgem no meio do caminho não tirem uma empresa do mercado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) criou um “passo a passo” que o empreendedor deve seguir na hora de posicionar seu produto ou serviço no mercado.

Conheça abaixo os “dez mandamentos” relativos à melhoria da gestão, da otimização de custos e do relacionamento com o cliente desenvolvido pela entidade:

1. Inove sempre

É preciso que o empreendedor tenha novidades que mantenham sempre a clientela interessada em seu produto ou serviço. Buscar inovações não se refere somente ao atendimento ao cliente, mas também a formas criativas de reduzir custos de produção, para manter o preço atrativo. 

2. Monitore a concorrência

As boas idéias também podem estar no vizinho. É sempre importante saber o que a concorrência está fazendo em atendimento ao cliente, promoções e preços. Navegar no site ou visitar a loja do concorrente é sempre uma boa idéia. 

3. Não tenha medo da informática

Não vale a pena perder tempo fazendo manualmente o que um computador pode fazer muito mais rápido. Use o seu tempo para pensar em estratégias e deixe a contabilidade, os estoques e o cadastro de clientes para softwares específicos. 

4. Invista em treinamento

Atualize-se e certifique-se de que seus funcionários saibam muito bem quais são seus objetivos para o negócio. Cursos de venda, de gestão e de aprimoramento da qualidade podem ser boas ferramentas para motivar a equipe. 

5. Preste um bom serviço

A propaganda boca-a-boca é essencial para que um negócio prospere. Por isso, garanta que seu produto ou serviço satisfaça seus consumidores. Uma caixa de sugestões e um programa de fidelidade podem revelar o que seu freguês realmente quer. 

6. Evite fazer estoques

É importante que o empresário saiba qual é a quantidade de matéria-prima que precisa para sua operação. A partir disso, poderá manter estoques mínimos e negociar bons prazos e preços com os fornecedores, atendendo bem os consumidores sem desperdícios. 

7. Mantenha os olhos abertos

Uma oportunidade de crescimento pode “morar” ao lado. Por isso, não se feche dentro do próprio negócio e mantenha-se atualizado sobre as novas tendências em seu setor. Fique atento para não deixar de perceber, por exemplo, que uma cidade vizinha pode estar precisando de seus produtos. 

8. O governo é um bom cliente

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aprovada em 2006, prevê benefícios para os pequenos empreendedores nas compras do governo. Por isso, fique atento aos editais de compra governamental, especialmente os de prefeituras.

 9. Olhe para cima

Uma boa alternativa para a pequena empresa é uma parceria com uma companhia maior. O pequeno negócio pode ser responsável por um elo da cadeia produtiva: por exemplo, há pequenas empresas que fazem a estamparia das camisetas vendidas em grandes magazines. 

10. Imagem é tudo

Instalações físicas limpas e bem conservadas, funcionários bem treinados e equipamentos bem cuidados fazem o ambiente de seu negócio parecer mais profissional. Por isso, garanta que a pintura e a limpeza do “cartão de visitas” de sua empresa, seja ela uma loja ou um escritório, esteja sempre em dia.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL758049-16106,00-SEBRAE+MOSTRA+DEZ+MANDAMENTOS+PARA+GARANTIR+A+SAUDE+DE+UM+NEGOCIO.html


Um empreendedor pode ter a cabeça nas nuvens?

12 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Fiz o dever de casa bem feito, conheci e internalizei as características do comportamento empreendedor e aprendi que o ato de empreender requer concentração suficiente para se manter com os pés no chão. Mas, para o Howard Hughes o que lhe motivava era diferente: a fantasia do cinema e a cabeça nas nuvens.

 

O visionário, pioneiro, multimilionário e controlador de um conglomerado empresarial será o foco deste post, e não aquele senhor débil, fóbico, insano e solitário que se apresentou nos dias finais de sua passagem na terra, entre dezembro de 1905 a abril de 1976.

 

Howard começou logo cedo a sua trajetória empreendedora. Com 18 anos assumiu o controle das empresas que herdara do seu pai e de pronto implantou o seu perfil na gestão do grupo. Na sua história, colecionou muitas vitórias, dentre elas o recorde pela volta ao mundo em 91 horas e 14 minutos, o recorde mundial de velocidade ao voar a 566 Km/h e a realização da superprodução cinematográfica, recorde de bilheteria Hells Angel.

 

Sua vida também foi marcada por alguns fracassos. O mais expressivo foi a construção de um super avião, com capacidade de transportar 750 passageiros e que tinha fins bélicos. O super projeto só ficou pronto após a guerra acabar o que cortou a destinação de recursos da aeronáutica. O único exemplar deste modelo chegou a voar uma vez em Long Beach Harbor, em 1947. Toda aquela grandiosa soma de recursos para um único voo.

 

A história de vida desse empreendedor encantou Martin Scorcese que dirigiu o filme O Aviador. Na obra, conviveremos por duas horas com o estilo arrojado empregado por Howard Hughes na gestão dos negócios. Uma das suas principais características era apostar em seus projetos baseando-se em dados concretos da saúde de suas finanças fruto da assistência incansável de seu contador e conselheiro.  Ele sabia o que eventualmente poderia perder. O filme registra com riquezas de detalhes a trajetória deste fenômeno empresarial, suas maiores realizações e seus maiores desencontros, como os que foram relatados acima. Mesmo sendo perceptível em alguns trechos do filme de Scorcese o tudo ou nada em suas ações, sempre ficará também o sentimento de persistência e comprometimento aos seus projetos.

 

Esse é mais um da série de filmes que julgo ser “quase empresarial”.

 

Agora é só correr para o sofá, preparar a pipoca e assistir a obstinação de um homem num tempo de descobertas, e muitos projetos audaciosos e inovadores em busca de um lugar na eternidade.

 

Vale a pena assistir!

  

Ficha Técnica
Título Original: The Aviator
Site Oficial: http://theaviatormovie.com
Estúdio: Warner Bros. / Miramax Films
Distribuição: Warner Bros. / Miramax Films
Direção: Martin Scorsese


A Palavra do Profissional

11 novembro 2008

 

 

A importância de se definir bem os objetivos sociais da empresa

 

 

 

Por Zilene Andrade

Contabilista e Consultora Credenciada do SEBRAE/PB

 

 

 

O objeto social de uma empresa, definido no seu ato de constituição, limita as atividades a serem exercidas pela empresa, só podendo ser exercidas outras atividades se for feito o aditivo de alteração.

 

Visando evitar gastos com alterações, no ato constitutivo da empresa o objeto social deve ser abrangente, e indicar atividades que possivelmente a empresa venha a exercer.

 

Todavia deve ser analisada a possibilidade da diversidade da realização das atividades requeridas por uma mesma empresa, como também a carga tributária, tendo em vista que nem todas as atividades podem ser tributadas de forma simplificada pelo Simples Nacional e se uma das atividades for impeditiva a empresa não pode ser enquadrada no referido sistema de tributação.

 

Não se pode também deixar de lembrar que os sócios são responsabilizados civilmente por deliberações que se desviem da finalidade contratualmente estabelecida.


Faturamento de pequena empresa caiu 1,6% em agosto

11 novembro 2008

 

 

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Desempenho deve-se ao efeito calendário, segundo o Sebrae.
Setor de serviços apresentou expansão de 6%.

 

Da Agência Estado

 

O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas teve queda de 1,6% em agosto, na comparação com julho. Na avaliação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), o desempenho deve-se ao efeito calendário, já que o oitavo mês do ano teve um dia útil a menos que julho. O segmento de indústrias apresentou em agosto a queda mais expressiva, de 5%, seguido pelo comércio (3,8%). Já o setor de serviços apresentou expansão de 6% na mesma base de comparação.

 

De acordo com o levantamento, o nível de pessoal ocupado manteve-se estável, o rendimento real dos empregados nas MPEs paulistas apresentou variação de -0,3% e o gasto total com folha de pagamentos apresentou expansão de 2,1%.

 

O faturamento das MPEs da capital paulista apresentou expansão de 1,8% no mês, enquanto as da região metropolitana de São Paulo mostraram alta de 0,1%. Já as empresas do Grande ABC e do interior registraram queda de 1,5% e 3,3%, respectivamente.

 

Na avaliação do diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o fato de não haver mais feriados que reduzam o número de dias úteis até o Natal é extremamente positivo para o faturamento das MPEs. “Como os empresários continuam vendendo em patamar semelhante ao ano passado e continuam otimistas, se a turbulência financeira internacional se mostrar passageira, acreditamos que ainda é possível terminar o ano com variação positiva nas vendas.”

 

Apesar da retração registrada em agosto, 55% das MPEs esperam um aquecimento no faturamento nos próximos seis meses, e 52% delas acreditam na melhora da economia brasileira.

 

 

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL800211-16106,00-FATURAMENTO+DE+PEQUENA+EMPRESA+CAIU+EM+AGOSTO.html


Quem é o seu cliente de EAD?

11 novembro 2008

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 Por Luciano Holanda

Os resultados da educação à distância ainda serão muito melhores do que os apresentados ultimamente nos meios de comunicação, palestras e fóruns. Mas, para esta afirmação ser validada, precisamos conhecer quem é a clientela deste segmento da educação em nosso país. 

Em 2007 o SENAC publicou a pesquisa “Perfil do aluno dos cursos à distância”, a fim de, levantar subsídios para avaliar os meios pedagógicos empregados, desenvolver novos serviços e aprimorar as soluções educacionais já existentes. A presente amostra pode parecer incipiente frente ao que outras instituições capacitam anualmente através da EAD, mas, algumas questões merecem destaque.  

 

Na modalidade de ensino citada, os jovens são maioria, na faixa de 18 a 35 anos temos a concentração de 58% do público participante do estudo. 

 

As mulheres são as que mais procuram o ensino à distância, são quase 62% contra 38% de homens. Da amostra total apenas 33% se dizem mantenedores de suas famílias. Neste fator, apesar das mulheres serem maioria, são os homens que se apresentam com o maior percentual, 52%. 

 

Quando o assunto é escolaridade, a pesquisa aponta que a maioria concluiu o ensino médio, são 40%. Já as pessoas que são graduadas, inclusive, os pós-graduados alcançam o percentual de 29%. Outros fatores importantes é que 64% estão fora dos bancos escolares no momento e 80% estudaram em escolas públicas.

 

Os alunos pesquisados são predominantemente da classe social C, perfazendo o percentual de 41,5%. As classes sociais B2 e D praticamente são proporcionais e registraram 20,5% e 21% respectivamente. Os menores índices encontrados foram 1,8% classe E, e 0.9% classe A. 

 

Em 2007, 63% das inscrições em EAD nesta instituição partiram dos seguintes estados: Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco e Pará. Os estados que registraram o menor número de inscrições foram: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

 

No campo da motivação os entrevistados apontaram como principal razão para a participação em cursos em EAD, a falta de tempo para freqüentarem cursos com horários definidos e a distância do estabelecimento que oferta o curso de interesse. 

 

A demonstração do SENAC abrange inúmeros outros fatores não enfocados neste post, mas disponíveis no site do SENAC.  

 

Por fim, segue mais um indicador para conhecimento. A expectativa dos alunos ao participarem dos cursos de EAD perpassa o suprimento da necessidade de recolocação profissional, obter emprego e melhorar cargos e salários, totalizando 67% das respostas.  Apenas 4,78% pretendem participar do método para melhorar os negócios

 

Diante disso, fica a pergunta: As suas ações de EAD estão focadas nas necessidades da clientela pretendida?

http://www.senac.br/conhecimento/pesquisas.html


Vocês conhecem alguém mais empreendedor do que o Nemo?

11 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Vamos lá se permitam, ou melhor, se rendam a este pequeno camarada que respira as características do comportamento empreendedor a todo o instante.

 

É bem verdade que a vida do peixinho palhaço não é das mais fáceis, mas vocês conhecem algum empreendedor que inicia uma empreitada com mil facilidades? 

 

Segundo a pesquisa GEM de 2007, “Para ser empreendedor, é preciso ser perseverante, ter postura otimista, correr riscos calculados, não desistir facilmente”. “… é reconhecer que há problemas e obstáculos e assumir a tarefa de superá-los”. Então, vamos aos exemplos no filme.  

 

Logo aos 15 minutos até parece que estamos vendo uma pessoa encantada com o mar de possibilidades e que se aventura ao invés de planejar e calcular os riscos de suas ações: cena clássica do nado do peixinho em direção ao barco, sendo capturado e em seguida separado do seu pai, ou seja, já conheceu o primeiro fracasso. Para os empreendedores a história não muda. Estes, ávidos por montar negócios de toda forma e a todo custo, conhecem nas “escamas” a dor de falir mesmo antes de começar o empreendimento. 

 

É amigos, para erguer-se frente ao primeiro obstáculo só sendo muito persistente e comprometido, e essas características o nosso pequeno herói tem de sobra. 

 

Após a sua captura repentina, o nosso protagonista é colocado em um aquário. Até ai nada mau se estivéssemos tratando de um peixe qualquer, que aceitaria esta zona de conforto. Só que estamos falando do Nemo, nosso peixe empreendedor. De imediato, ele descobre que não está só e a interação em um ambiente fechado é natural. Mas, o que nos chama a atenção é a forma que isso ocorre, deixando clara a preocupação em se formar uma grande rede de contatos dentro e fora do aquário. O que se vê a seguir é a constante busca de informações, a fim de, conhecer quais as oportunidades e ameaças que possam impedir a fuga rumo ao mar aberto, sua meta definida. Estes elementos precisam ser complementados para propiciar o alcance do resultado e o trabalho em equipe bem estruturado com a presença de uma liderança democrática, confiança, respeito, diálogo, honestidade, transparência, bom humor, desafios, observação das habilidades / competências individuais, certamente contribui para isso. 

 

Mas, como nem tudo é um “mar de rosas”, tinha que existir mais um fator para dificultar a vida do peixinho. A vinda iminente de uma garotinha perversa com pequeninos animais dá o caráter de urgência à tarefa de empreender. Passa a ser uma questão de sobrevivência para ele e é exatamente o fator que conduz muitos empreendedores ao mercado: a necessidade. 

 

O tempo sendo o seu maior inimigo neste instante exige que a tomada de decisão seja cercada de fatores que minimizem o risco de insucesso, o que um plano bem elaborado, certamente supriria esta necessidade. E este plano bem arquitetado eles tem.  

 

Então, após fracassar no início do empreendimento, não desanimar frente ao primeiro obstáculo, construir a sua rede de contatos, buscar informações, formar uma equipe e elaborar o plano, só resta ao Nemo tomar a decisão. Isso se dá de modo surpreendente e corajosa quando considera uma informação estratégica: que todo esgoto vai dar no mar. E com a ajuda de um dos seus companheiros de viveiro consegue impulso suficiente para deslizar pela tubulação até chegar de fato nas águas marinhas. Depois disso o encontro com seu pai é questão de momento e Nemo ainda tem tempo de demonstrar todo seu perfil de líder ao conduzir um cardume de peixes e promover um embate contra redes de pescas dispostas naquela área.  

 

Na vida real a máxima de que “filho de peixe, peixinho é” não se aplica a totalidade dos casos, mas na sétima arte tudo é possível. Sendo assim, não podemos deixar de registrar a postura do Marlin, pai do Nemo, que da mesma forma que o filho deixa bem a mostra o seu comportamento empreendedor. Precisaríamos de mais espaço e tempo para descrevê-lo também. Quem sabe em outra oportunidade!

 

Por fim, são tantas as coincidências entre este filme com o que os verdadeiros empreendedores vivenciam no ambiente de uma empresa, que a película em questão, parece uma obra “quase empresarial”. 

 

Tenho que ir agora vou construir uns slides para uma palestra sobre empreendedorismo. Vocês conseguem adivinhar quem vai ser o meu exemplo preferido?

 

Ficha Técnica
Título Original: Finding Nemo
Site Oficial: www.disney.com.br/nocinema/nemo
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
Distribuição: Buena Vista International / Walt Disney Pictures
Direção: Andrew Stanton


Brincadeira de Criança? Negócio de Gente Grande.

11 novembro 2008

 hot-wheels

 

Por Luciano Holanda

 

São mais de 20.000 pontos de venda no país. Lucro de US$ 203,2 milhões só de janeiro a setembro de 2008. 4 bilhões de unidades produzidas ao longo de 40 anos. Os números são imensos, mas estamos falando de uns pequenos, mais especificamente em escala 1:64. São os carrinhos de metal Hot Wheels.

 

O Brasil é o segundo país que mais compra estas miniaturas no mundo e estima-se que existam 15 milhões de fãs distribuídos pelo planeta, segundo a revista quatro rodas deste mês.

 

O encantamento é tamanho por estas pequenas preciosidades que a produção acumulada nos 40 anos é quase 100 vezes maior que a produção de carros no Brasil. Existem coleções que podem valer até 1 milhão de dólares e um carro único sendo avaliado em US$ 140 mil. A versão Hot Wheels mais cara da história apresenta carroceria em ouro branco cravejada com 2,7 mil diamantes brancos, azuis e pretos. A peça foi confeccionada pelo joalheiro Jason Arasheber, da Jason of Beverly Hills, envolvendo 25 profissionais e por volta de 600 horas de dedicação para ser produzida, segundo blog especializado no assunto¹.

 

Mesmo com todo este potencial o acesso a eventos voltados para este pastime estão restritos aos grandes centros e promovidos pelos próprios colecionadores em parceria com lojas de brinquedos. Na grande rede é possível se cadastrar em sites especializados onde o associado gerencia sua coleção, conhece as novidades do mercado, interage com outros aficionados e acessa balcões de troca e comercialização.

 

Todas as minis tem preço sugerido em torno de R$4,98, mas pode-se ganhar mais na venda se o colecionador conseguir as do baú, chamadas t-hunt$ e promover vendas casadas com as de maior  tiragem. A customização também é outra forma de se agregar mais valor ao carrinho. A confecção de acessórios para o acondicionamento das coleções e souvenires com temas relacionados tem sido bastante procurada atualmente. E por fim, o investimento em eventos distribuídos por região poderia profissionalizar de vez o mercado de coleções de minis.

 

Segue ai uma boa pedida para um momento relax. E para os visionários, algumas boas oportunidades podem se apresentar quando estiverem interagindo com os colecionadores de carteirinha.

 

E ai, vamos iniciar uma coleção?

 

¹http://calpandolfe.wordpress.com/2008/10/05/mattel-do-brasil-comemora-40-anos-da-marca-hot-wheels/


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