Declaração de Rendimentos do Empreendedor Individual

13 janeiro 2011

 

 

Luciano Holanda

31 de janeiro é o prazo final para os EI – Empreendedores Individuai apresentarem a Declaração Anual Simplificada de Rendimentos 2010 a Receita Federal via sistema (SIMEI). 

Em todas as localidades existem escritórios de contabilidade a disposição para realizar a primeira declaração gratuita para os empreendedores. Este serviço está regulamentado pela Receita e faz parte das obrigações dos contabilistas optantes pelo sistema SIMPLES de tributação. 

Além destes as entidades de apoio e fomento ao desenvolvimento empresarial também estão a disposição para esclarecer quaisquer dúvidas aos empreendedores. 

Vamos lá empreendedores, não percam o prazo!!! 

Mais informações:  http://www.sebrae.com.br


Comitê Gestor regulamenta novas regras da Lei Geral

26 dezembro 2008

 

Texto divulgado pela RFB traz o prazo para parcelamento especial para ingresso no Simples: cem meses.

 

InfoMoney

 

SÃO PAULO – O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou nesta terça-feira (23) cinco resoluções regulamentando os dispositivos da Lei Complementar nº 128/2008, que altera as regras da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

 

A Lei Complementar nº 128, de autoria do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), havia sido publicada no Diário Oficial na segunda-feira (22).

 

O que dizem as resoluções

 

De acordo com o consultor tributário da FISCOSoft, Fabio Rodrigues, as resoluções disciplinam o que já está na lei, esclarecendo pontos que não estavam claros. Uma das questões interessantes diz respeito ao crédito do ICMS. A Resolução nº 53 disciplina a emissão de documentos fiscais para aproveitamento do crédito do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por parte da empresa que compra de outra optante pelo Simples Nacional.

 

Para Rodrigues, é um ponto interessante da lei, que beneficia micro e pequenas empresas. “Antes, para competir em pé de igualdade com empresas tributadas com base no Lucro Real ou Lucro Presumido, as MPEs tinham de oferecer o menor preço. Tratava-se do único meio, já que a Lei da Micro e Pequena Empresa não permitia que as empresas compradoras de empresas do Simples usufruíssem do crédito do ICMS, de maneira que estas acabavam preferindo comprar de outros fornecedores”.

 

Outra questão importante é a da substituição tributária. Ele explica que a Resolução nº 53 basicamente diz que, quando a empresa do Simples estiver na condição de substituta, deve recolher o ICMS da operação própria de acordo com o Simples Nacional, ficando a parcela do ICMS do restante da operação fora do Simples, a ser recolhido na forma especificada pela Resolução.

 

ISS

 

A Resolução nº 53 ainda disciplina a retenção do ISS (Imposto sobre Serviços) quando o prestador do serviço for optante do Simples. “É uma medida crucial para as empresas já que, até então, todos os municípios impunham uma alíquota alta do ISS, geralmente de 5%, que é o limite, de maneira que pouco importava se a empresa estava enquadrada no Simples, ou não”.

 

Parcelamento

 

O texto ainda traz uma definição aguardada entre os empresários, e que não estava na lei publicada no Diário Oficial esta segunda-feira (22): o prazo para parcelamento especial para ingresso no Simples, de cem meses. Traz ainda o prazo para pedido do parcelamento, entre os dias 2 e 30 de janeiro.

 

Segundo o Comitê Gestor do Simples Nacional, o pedido deve ser efetuado ao Fisco onde houver o débito a ser parcelado (Receita Federal do Brasil, estado ou município). Sublinha-se que o parcelamento é um benefício que não pode ser utilizado por empresa excluída do Simples, ou seja, não pode ser usado para reingresso no regime.

 

Incidência monofásica

 

Por fim, o consultor tributário lembra um ganho das empresas com a nova lei: a possibilidade de os varejistas deixarem de recolher PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Ele explica que, antes da Lei Complementar nº 128/2008, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa citava apenas a substituição tributária e não a incidência monofásica.

 

Para quem não está habituado aos termos relativos ao sistema tributário brasileiro, a incidência monofásica é um processo parecido com o da substituição tributária, mas que diz respeito ao PIS e à Cofins.

 

Assim, mesmo quando a indústria já recolhia PIS e Cofins, o distribuidor e o varejista eram obrigados e recolher novamente esses tributos. Agora, com a LC nº 128/2008, isso não deve mais acontecer e os custos do varejista devem diminuir.

 

Rodrigues finaliza citando alguns produtos que estão sujeitos à incidência monofásica: bebidas, produtos de perfumaria, higiene pessoal, medicamentos e combustíveis.


Sucesso e inovação precisam andar juntos?

11 novembro 2008

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Por Luciano Holanda

 

Estive vendo as últimas novidades do mercado automobilístico apresentadas no Salão do Automóvel de Paris e São Paulo. Cada “dream of consumption”, mas no fim o que resta para muitos, os meros mortais, são os chamados populares. Uns com mais cilindradas ou opcionais, outros com menos, mas na essência, populares. 

 

A tônica dos eventos atuais tem sido a preocupação com o meio ambiente. Isso se comprova pelas manifestações observadas das entidades protetoras ou pelas empresas que já estão perseguindo a montagem de carros com menores níveis de emissão de poluentes, conseqüentemente, mais responsáveis ambientalmente. Tem bólido movido a bateria de íons de lítio, governo destinando cifras e mais cifras em investimentos em frotas não poluentes e a utilização em escala maior da fibra de carbono em substituição ao aço.  O futuro parece promissor. 

 

E o que se vê por lá, acaba contagiando também a linha de montagem do segmento popular. Neste, o que mais impressiona é a versatilidade da FIAT em conseguir apelo num carro que já beira os 25 anos e sendo construído na mesma plataforma.  Colecionando recorde atrás de recorde na década passada o Uno, incansável Uno, tem tudo para sobressair novamente. Isso por conta da sua performance inquestionável, 21km com um litro de combustível que lhe denomina Economy e um dispositivo inédito no painel o econômetro, e mais nada. 

 

O xis da questão aqui não é o carro, mas sim, como conseguir vender um projeto que no Brasil tem 25 anos sem mudança estrutural, e quem teve Uno sabe, e ainda assim ocupar as atenções nas revistas especializadas e na preferência dos consumidores. Este sim é o case que perseguimos diariamente e que nos intriga cada vez mais.  

 

Alguns podem estar ansiosos para a conclusão da leitura do post e apontar como fator de sucesso nas vendas, o preço. Mas, para desanimo de muitos existem outros carros no mercado com preço de venda menor ou similar ao do Uno. E ai? 

 

Claro, cada um na sua.  Sei que muitos dos meus leitores só sabem o que é um Uno por ultrapassá-los nas avenidas da vida. São felizes proprietários de máquinas reluzentes, que atingem de 0 a 100 km de velocidade em segundos e fazem 4 km com um litro de combustível. 

 

Mas, voltando ao xis da questão, após ler estes rabiscos acima, como você explicaria este fenômeno?

 


Faturamento de pequena empresa caiu 1,6% em agosto

11 novembro 2008

 

 

cedula2http://bdi.agencia7.net/

 

 

Desempenho deve-se ao efeito calendário, segundo o Sebrae.
Setor de serviços apresentou expansão de 6%.

 

Da Agência Estado

 

O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas teve queda de 1,6% em agosto, na comparação com julho. Na avaliação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), o desempenho deve-se ao efeito calendário, já que o oitavo mês do ano teve um dia útil a menos que julho. O segmento de indústrias apresentou em agosto a queda mais expressiva, de 5%, seguido pelo comércio (3,8%). Já o setor de serviços apresentou expansão de 6% na mesma base de comparação.

 

De acordo com o levantamento, o nível de pessoal ocupado manteve-se estável, o rendimento real dos empregados nas MPEs paulistas apresentou variação de -0,3% e o gasto total com folha de pagamentos apresentou expansão de 2,1%.

 

O faturamento das MPEs da capital paulista apresentou expansão de 1,8% no mês, enquanto as da região metropolitana de São Paulo mostraram alta de 0,1%. Já as empresas do Grande ABC e do interior registraram queda de 1,5% e 3,3%, respectivamente.

 

Na avaliação do diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o fato de não haver mais feriados que reduzam o número de dias úteis até o Natal é extremamente positivo para o faturamento das MPEs. “Como os empresários continuam vendendo em patamar semelhante ao ano passado e continuam otimistas, se a turbulência financeira internacional se mostrar passageira, acreditamos que ainda é possível terminar o ano com variação positiva nas vendas.”

 

Apesar da retração registrada em agosto, 55% das MPEs esperam um aquecimento no faturamento nos próximos seis meses, e 52% delas acreditam na melhora da economia brasileira.

 

 

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL800211-16106,00-FATURAMENTO+DE+PEQUENA+EMPRESA+CAIU+EM+AGOSTO.html


Quem é o seu cliente de EAD?

11 novembro 2008

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 Por Luciano Holanda

Os resultados da educação à distância ainda serão muito melhores do que os apresentados ultimamente nos meios de comunicação, palestras e fóruns. Mas, para esta afirmação ser validada, precisamos conhecer quem é a clientela deste segmento da educação em nosso país. 

Em 2007 o SENAC publicou a pesquisa “Perfil do aluno dos cursos à distância”, a fim de, levantar subsídios para avaliar os meios pedagógicos empregados, desenvolver novos serviços e aprimorar as soluções educacionais já existentes. A presente amostra pode parecer incipiente frente ao que outras instituições capacitam anualmente através da EAD, mas, algumas questões merecem destaque.  

 

Na modalidade de ensino citada, os jovens são maioria, na faixa de 18 a 35 anos temos a concentração de 58% do público participante do estudo. 

 

As mulheres são as que mais procuram o ensino à distância, são quase 62% contra 38% de homens. Da amostra total apenas 33% se dizem mantenedores de suas famílias. Neste fator, apesar das mulheres serem maioria, são os homens que se apresentam com o maior percentual, 52%. 

 

Quando o assunto é escolaridade, a pesquisa aponta que a maioria concluiu o ensino médio, são 40%. Já as pessoas que são graduadas, inclusive, os pós-graduados alcançam o percentual de 29%. Outros fatores importantes é que 64% estão fora dos bancos escolares no momento e 80% estudaram em escolas públicas.

 

Os alunos pesquisados são predominantemente da classe social C, perfazendo o percentual de 41,5%. As classes sociais B2 e D praticamente são proporcionais e registraram 20,5% e 21% respectivamente. Os menores índices encontrados foram 1,8% classe E, e 0.9% classe A. 

 

Em 2007, 63% das inscrições em EAD nesta instituição partiram dos seguintes estados: Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco e Pará. Os estados que registraram o menor número de inscrições foram: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

 

No campo da motivação os entrevistados apontaram como principal razão para a participação em cursos em EAD, a falta de tempo para freqüentarem cursos com horários definidos e a distância do estabelecimento que oferta o curso de interesse. 

 

A demonstração do SENAC abrange inúmeros outros fatores não enfocados neste post, mas disponíveis no site do SENAC.  

 

Por fim, segue mais um indicador para conhecimento. A expectativa dos alunos ao participarem dos cursos de EAD perpassa o suprimento da necessidade de recolocação profissional, obter emprego e melhorar cargos e salários, totalizando 67% das respostas.  Apenas 4,78% pretendem participar do método para melhorar os negócios

 

Diante disso, fica a pergunta: As suas ações de EAD estão focadas nas necessidades da clientela pretendida?

http://www.senac.br/conhecimento/pesquisas.html


Vocês conhecem alguém mais empreendedor do que o Nemo?

11 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Vamos lá se permitam, ou melhor, se rendam a este pequeno camarada que respira as características do comportamento empreendedor a todo o instante.

 

É bem verdade que a vida do peixinho palhaço não é das mais fáceis, mas vocês conhecem algum empreendedor que inicia uma empreitada com mil facilidades? 

 

Segundo a pesquisa GEM de 2007, “Para ser empreendedor, é preciso ser perseverante, ter postura otimista, correr riscos calculados, não desistir facilmente”. “… é reconhecer que há problemas e obstáculos e assumir a tarefa de superá-los”. Então, vamos aos exemplos no filme.  

 

Logo aos 15 minutos até parece que estamos vendo uma pessoa encantada com o mar de possibilidades e que se aventura ao invés de planejar e calcular os riscos de suas ações: cena clássica do nado do peixinho em direção ao barco, sendo capturado e em seguida separado do seu pai, ou seja, já conheceu o primeiro fracasso. Para os empreendedores a história não muda. Estes, ávidos por montar negócios de toda forma e a todo custo, conhecem nas “escamas” a dor de falir mesmo antes de começar o empreendimento. 

 

É amigos, para erguer-se frente ao primeiro obstáculo só sendo muito persistente e comprometido, e essas características o nosso pequeno herói tem de sobra. 

 

Após a sua captura repentina, o nosso protagonista é colocado em um aquário. Até ai nada mau se estivéssemos tratando de um peixe qualquer, que aceitaria esta zona de conforto. Só que estamos falando do Nemo, nosso peixe empreendedor. De imediato, ele descobre que não está só e a interação em um ambiente fechado é natural. Mas, o que nos chama a atenção é a forma que isso ocorre, deixando clara a preocupação em se formar uma grande rede de contatos dentro e fora do aquário. O que se vê a seguir é a constante busca de informações, a fim de, conhecer quais as oportunidades e ameaças que possam impedir a fuga rumo ao mar aberto, sua meta definida. Estes elementos precisam ser complementados para propiciar o alcance do resultado e o trabalho em equipe bem estruturado com a presença de uma liderança democrática, confiança, respeito, diálogo, honestidade, transparência, bom humor, desafios, observação das habilidades / competências individuais, certamente contribui para isso. 

 

Mas, como nem tudo é um “mar de rosas”, tinha que existir mais um fator para dificultar a vida do peixinho. A vinda iminente de uma garotinha perversa com pequeninos animais dá o caráter de urgência à tarefa de empreender. Passa a ser uma questão de sobrevivência para ele e é exatamente o fator que conduz muitos empreendedores ao mercado: a necessidade. 

 

O tempo sendo o seu maior inimigo neste instante exige que a tomada de decisão seja cercada de fatores que minimizem o risco de insucesso, o que um plano bem elaborado, certamente supriria esta necessidade. E este plano bem arquitetado eles tem.  

 

Então, após fracassar no início do empreendimento, não desanimar frente ao primeiro obstáculo, construir a sua rede de contatos, buscar informações, formar uma equipe e elaborar o plano, só resta ao Nemo tomar a decisão. Isso se dá de modo surpreendente e corajosa quando considera uma informação estratégica: que todo esgoto vai dar no mar. E com a ajuda de um dos seus companheiros de viveiro consegue impulso suficiente para deslizar pela tubulação até chegar de fato nas águas marinhas. Depois disso o encontro com seu pai é questão de momento e Nemo ainda tem tempo de demonstrar todo seu perfil de líder ao conduzir um cardume de peixes e promover um embate contra redes de pescas dispostas naquela área.  

 

Na vida real a máxima de que “filho de peixe, peixinho é” não se aplica a totalidade dos casos, mas na sétima arte tudo é possível. Sendo assim, não podemos deixar de registrar a postura do Marlin, pai do Nemo, que da mesma forma que o filho deixa bem a mostra o seu comportamento empreendedor. Precisaríamos de mais espaço e tempo para descrevê-lo também. Quem sabe em outra oportunidade!

 

Por fim, são tantas as coincidências entre este filme com o que os verdadeiros empreendedores vivenciam no ambiente de uma empresa, que a película em questão, parece uma obra “quase empresarial”. 

 

Tenho que ir agora vou construir uns slides para uma palestra sobre empreendedorismo. Vocês conseguem adivinhar quem vai ser o meu exemplo preferido?

 

Ficha Técnica
Título Original: Finding Nemo
Site Oficial: www.disney.com.br/nocinema/nemo
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
Distribuição: Buena Vista International / Walt Disney Pictures
Direção: Andrew Stanton


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