Por Luciano Holanda
Estive vendo as últimas novidades do mercado automobilístico apresentadas no Salão do Automóvel de Paris e São Paulo. Cada “dream of consumption”, mas no fim o que resta para muitos, os meros mortais, são os chamados populares. Uns com mais cilindradas ou opcionais, outros com menos, mas na essência, populares.
A tônica dos eventos atuais tem sido a preocupação com o meio ambiente. Isso se comprova pelas manifestações observadas das entidades protetoras ou pelas empresas que já estão perseguindo a montagem de carros com menores níveis de emissão de poluentes, conseqüentemente, mais responsáveis ambientalmente. Tem bólido movido a bateria de íons de lítio, governo destinando cifras e mais cifras em investimentos em frotas não poluentes e a utilização em escala maior da fibra de carbono em substituição ao aço. O futuro parece promissor.
E o que se vê por lá, acaba contagiando também a linha de montagem do segmento popular. Neste, o que mais impressiona é a versatilidade da FIAT em conseguir apelo num carro que já beira os 25 anos e sendo construído na mesma plataforma. Colecionando recorde atrás de recorde na década passada o Uno, incansável Uno, tem tudo para sobressair novamente. Isso por conta da sua performance inquestionável, 21km com um litro de combustível que lhe denomina Economy e um dispositivo inédito no painel o econômetro, e mais nada.
O xis da questão aqui não é o carro, mas sim, como conseguir vender um projeto que no Brasil tem 25 anos sem mudança estrutural, e quem teve Uno sabe, e ainda assim ocupar as atenções nas revistas especializadas e na preferência dos consumidores. Este sim é o case que perseguimos diariamente e que nos intriga cada vez mais.
Alguns podem estar ansiosos para a conclusão da leitura do post e apontar como fator de sucesso nas vendas, o preço. Mas, para desanimo de muitos existem outros carros no mercado com preço de venda menor ou similar ao do Uno. E ai?
Claro, cada um na sua. Sei que muitos dos meus leitores só sabem o que é um Uno por ultrapassá-los nas avenidas da vida. São felizes proprietários de máquinas reluzentes, que atingem de 0 a 100 km de velocidade em segundos e fazem 4 km com um litro de combustível.
Mas, voltando ao xis da questão, após ler estes rabiscos acima, como você explicaria este fenômeno?

Escrito por lucianoholanda 
