Motivação: empreendimentos por necessidade e oportunidade

25 novembro 2008

 

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Por Luciano Holanda

 

Sempre que passamos a vista no relatório da pesquisa GEM 2007 – Global Entrepreneurship Monitor, sentimos a vontade de lançar algumas questões para debate, considerando o valor dos dados ali apresentados.

 

Tomado por esse sentimento, inicio com um fator que pode ser considerado um dos mais importantes para qualquer pessoa que pretende conversar sobre empreendedorismo no Brasil, que é a motivação para se empreender.

 

Já ouvimos muitas histórias sobre as razões que levam uma pessoa a montar um negócio. Se observarmos sob o prisma da oportunidade logo temos: uma habilidade a ser explorada, a identificação de algo que pode ser melhorado, a busca por independência e o aumento da renda pessoal como os mais expressivos fatores. Se o foco for a necessidade, o desemprego e a busca pela “sobrevivência” certamente se apresentam com mais indicações.

 

Analisando os dados apresentados na pesquisa, sendo mais preciso na série histórica de 2001 a 2007, percebe-se que 2001 foi o ano que apresentou o maior percentual de empreendedores motivados por oportunidade, 59,97%. Já em 2002 há um declínio no surgimento de empreendimentos motivados por este fim, apresentando o percentual de 42,75%. O presente relatório explica este fato considerando como marco o período posterior do choque causado com os atentados de 11 de setembro. Após isso, conclui o estudo, observa-se uma fase ascendente do ciclo econômico mundial, dotando as economias emergentes de uma maior estabilidade macroeconômica, tornando o cenário mais atrativo para o surgimento de novos negócios. Isso se comprova no restabelecimento do crescimento ano a ano atingindo o patamar de 56,84% em 2007.

 

O estudo ainda traz um terceiro corte mais analítico denominado empreendedores “genuinamente” por oportunidade, totalizando 39% da população empreendedora no Brasil. Estes diferem do primeiro, pois, só consideram os que mencionaram na pesquisa como razão para empreender, a busca pela independência e o aumento da renda pessoal.

 

Não está na pesquisa, mas, em minha opinião, seja por necessidade ou por oportunidade a chama que alimenta o empreendedor no nosso país chama-se desafio.

 

E vocês o que acham a respeito?

 

Pesquisa disponível em:

 


Brasil terá uma empresa a cada 24 habitantes em 2015, afirma SEBRAE

24 novembro 2008

 

 

País deve chegar a 9 milhões de companhias, diz estudo da entidade. Com resultado, Brasil se aproxima dos índices dos europeus em 2000.

 

Do G1, em São Paulo

 

O Brasil deve chegar a 2015 com uma empresa para cada 24 habitantes, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae-SP. De acordo com o estudo, a previsão é que o país atinja 9 milhões de companhias em 2015, com uma população de cerca de 210 milhões de habitantes.

 

Segundo o levantamento, com o resultado o Brasil se aproximará dos índices europeus registrados em 2000, quando Alemanha, França, Reino Unido e Itália apresentavam, respectivamente, 23, 24, 23 e 14 habitantes por empresa.

 

O estudo do SEBRAE projeta que, em 2015, o universo de Micro, pequenas e médias empresas do país passe dos atuais 5 milhões para 8,8 milhões, e que mais da metade destes negócios (4,8 milhões) esteja concentrada no setor de comércio (55%), em todo o país, seguido pelos serviços (34%) e indústria (11%).

Conjunto de fatores

Em comunicado, o superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, avalia que o crescimento da relação empresas por habitantes se deve a uma série de fatores.

 

“Quando há crescimento econômico aliado a um ambiente institucional estável, há maior sensação de previsibilidade, o planejamento se torna menos difícil e o empreendedor se sente mais confiante em investir. O resultado é o aumento do número de empresas no país”, afirma ele, que destaca ainda a sanção da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no final de 2006 como outro fator importante para o resultado.

 

A pesquisa mostra também os setores que devem ter maior crescimento nos próximos anos. No comércio, os destaques são para os segmentos de materiais e equipamentos para escritórios e informática (crescimento anual de 12,5% no número de MPEs), comércio de autopeças (7,7%) e quitandas, avícolas e sacolões (7,1%).

 

No setor de serviços, lideram informática (12%) e transporte (8,4%). Na indústria, o destaque é a fabricação de máquinas e equipamentos (7,5%) e edição e gráfica (5,6%).

 

Perfil do empreendedor

Segundo a entidade, o estudo aponta uma mudança significativa no perfil médio do pequeno empreendedor nos próximos anos. “Ele terá mais escolaridade, maior expectativa de vida e aumento na renda média de pelo menos 12% em termos reais”, de acordo com o Sebrae-SP.

 

Os homens continuarão sendo a maioria, apesar do avanço das mulheres, que representavam 32% em 2007 e deverão ser 36% dos empreendedores brasileiros em 2015. No estado de São Paulo, este número deve chegar a 40%.

 

As previsões indicam ainda uma elevação na escolaridade dos donos de pequenos negócios. De 6,2 anos, em 2006, para 7,7 anos, em 2015, entre os que trabalham por conta própria; e de 9,7 anos para 10,7 anos para os empregadores, no mesmo período.

 

Disponível em:

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL780827-16106,00.html


Sebrae mostra “dez mandamentos” para garantir a saúde de um negócio

13 novembro 2008

 

Do G1, em São Paulo

 

Inovação e criatividade são qualidades necessárias ao empreendedor.
É essencial garantir que cliente faça propaganda ‘boca-a-boca’ da empresa.

 

O início de um negócio sempre envolve desafios. Para evitar que os obstáculos que surgem no meio do caminho não tirem uma empresa do mercado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) criou um “passo a passo” que o empreendedor deve seguir na hora de posicionar seu produto ou serviço no mercado.

Conheça abaixo os “dez mandamentos” relativos à melhoria da gestão, da otimização de custos e do relacionamento com o cliente desenvolvido pela entidade:

1. Inove sempre

É preciso que o empreendedor tenha novidades que mantenham sempre a clientela interessada em seu produto ou serviço. Buscar inovações não se refere somente ao atendimento ao cliente, mas também a formas criativas de reduzir custos de produção, para manter o preço atrativo. 

2. Monitore a concorrência

As boas idéias também podem estar no vizinho. É sempre importante saber o que a concorrência está fazendo em atendimento ao cliente, promoções e preços. Navegar no site ou visitar a loja do concorrente é sempre uma boa idéia. 

3. Não tenha medo da informática

Não vale a pena perder tempo fazendo manualmente o que um computador pode fazer muito mais rápido. Use o seu tempo para pensar em estratégias e deixe a contabilidade, os estoques e o cadastro de clientes para softwares específicos. 

4. Invista em treinamento

Atualize-se e certifique-se de que seus funcionários saibam muito bem quais são seus objetivos para o negócio. Cursos de venda, de gestão e de aprimoramento da qualidade podem ser boas ferramentas para motivar a equipe. 

5. Preste um bom serviço

A propaganda boca-a-boca é essencial para que um negócio prospere. Por isso, garanta que seu produto ou serviço satisfaça seus consumidores. Uma caixa de sugestões e um programa de fidelidade podem revelar o que seu freguês realmente quer. 

6. Evite fazer estoques

É importante que o empresário saiba qual é a quantidade de matéria-prima que precisa para sua operação. A partir disso, poderá manter estoques mínimos e negociar bons prazos e preços com os fornecedores, atendendo bem os consumidores sem desperdícios. 

7. Mantenha os olhos abertos

Uma oportunidade de crescimento pode “morar” ao lado. Por isso, não se feche dentro do próprio negócio e mantenha-se atualizado sobre as novas tendências em seu setor. Fique atento para não deixar de perceber, por exemplo, que uma cidade vizinha pode estar precisando de seus produtos. 

8. O governo é um bom cliente

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aprovada em 2006, prevê benefícios para os pequenos empreendedores nas compras do governo. Por isso, fique atento aos editais de compra governamental, especialmente os de prefeituras.

 9. Olhe para cima

Uma boa alternativa para a pequena empresa é uma parceria com uma companhia maior. O pequeno negócio pode ser responsável por um elo da cadeia produtiva: por exemplo, há pequenas empresas que fazem a estamparia das camisetas vendidas em grandes magazines. 

10. Imagem é tudo

Instalações físicas limpas e bem conservadas, funcionários bem treinados e equipamentos bem cuidados fazem o ambiente de seu negócio parecer mais profissional. Por isso, garanta que a pintura e a limpeza do “cartão de visitas” de sua empresa, seja ela uma loja ou um escritório, esteja sempre em dia.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL758049-16106,00-SEBRAE+MOSTRA+DEZ+MANDAMENTOS+PARA+GARANTIR+A+SAUDE+DE+UM+NEGOCIO.html


Semana Global do Empreendedorismo

11 novembro 2008

 

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O QUE É

 Classificada como o maior movimento mundial de empreendedorismo, a Semana faz parte da campanha nacional Bota pra Fazer, que acontece durante o ano todo.

 

OBJETIVO

 

Tem como objetivo despertar a atitude empreendedora que existe em cada pessoa.

 

QUANDO

 

Acontece entre os dias 17 e 23 de novembro no Brasil e em mais de 60 países simultaneamente.

 

COMO PARTICIPAR

 

Para participar das atividades da Semana, que são oferecidas gratuitamente pelos parceiros do MOVIMENTO em todo o Brasil, basta uma boa dose de ATITUDE.

Estas atividades envolvem workshops, palestras, concursos culturais, implementação de novos projetos e muito mais. E o cadastro é feito pelo site mesmo.

 SITE

 

http://www.semanaglobal.org.br/

 

PARTICIPEM!!!


Faturamento de pequena empresa caiu 1,6% em agosto

11 novembro 2008

 

 

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Desempenho deve-se ao efeito calendário, segundo o Sebrae.
Setor de serviços apresentou expansão de 6%.

 

Da Agência Estado

 

O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas teve queda de 1,6% em agosto, na comparação com julho. Na avaliação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), o desempenho deve-se ao efeito calendário, já que o oitavo mês do ano teve um dia útil a menos que julho. O segmento de indústrias apresentou em agosto a queda mais expressiva, de 5%, seguido pelo comércio (3,8%). Já o setor de serviços apresentou expansão de 6% na mesma base de comparação.

 

De acordo com o levantamento, o nível de pessoal ocupado manteve-se estável, o rendimento real dos empregados nas MPEs paulistas apresentou variação de -0,3% e o gasto total com folha de pagamentos apresentou expansão de 2,1%.

 

O faturamento das MPEs da capital paulista apresentou expansão de 1,8% no mês, enquanto as da região metropolitana de São Paulo mostraram alta de 0,1%. Já as empresas do Grande ABC e do interior registraram queda de 1,5% e 3,3%, respectivamente.

 

Na avaliação do diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o fato de não haver mais feriados que reduzam o número de dias úteis até o Natal é extremamente positivo para o faturamento das MPEs. “Como os empresários continuam vendendo em patamar semelhante ao ano passado e continuam otimistas, se a turbulência financeira internacional se mostrar passageira, acreditamos que ainda é possível terminar o ano com variação positiva nas vendas.”

 

Apesar da retração registrada em agosto, 55% das MPEs esperam um aquecimento no faturamento nos próximos seis meses, e 52% delas acreditam na melhora da economia brasileira.

 

 

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL800211-16106,00-FATURAMENTO+DE+PEQUENA+EMPRESA+CAIU+EM+AGOSTO.html


Quem é o seu cliente de EAD?

11 novembro 2008

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 Por Luciano Holanda

Os resultados da educação à distância ainda serão muito melhores do que os apresentados ultimamente nos meios de comunicação, palestras e fóruns. Mas, para esta afirmação ser validada, precisamos conhecer quem é a clientela deste segmento da educação em nosso país. 

Em 2007 o SENAC publicou a pesquisa “Perfil do aluno dos cursos à distância”, a fim de, levantar subsídios para avaliar os meios pedagógicos empregados, desenvolver novos serviços e aprimorar as soluções educacionais já existentes. A presente amostra pode parecer incipiente frente ao que outras instituições capacitam anualmente através da EAD, mas, algumas questões merecem destaque.  

 

Na modalidade de ensino citada, os jovens são maioria, na faixa de 18 a 35 anos temos a concentração de 58% do público participante do estudo. 

 

As mulheres são as que mais procuram o ensino à distância, são quase 62% contra 38% de homens. Da amostra total apenas 33% se dizem mantenedores de suas famílias. Neste fator, apesar das mulheres serem maioria, são os homens que se apresentam com o maior percentual, 52%. 

 

Quando o assunto é escolaridade, a pesquisa aponta que a maioria concluiu o ensino médio, são 40%. Já as pessoas que são graduadas, inclusive, os pós-graduados alcançam o percentual de 29%. Outros fatores importantes é que 64% estão fora dos bancos escolares no momento e 80% estudaram em escolas públicas.

 

Os alunos pesquisados são predominantemente da classe social C, perfazendo o percentual de 41,5%. As classes sociais B2 e D praticamente são proporcionais e registraram 20,5% e 21% respectivamente. Os menores índices encontrados foram 1,8% classe E, e 0.9% classe A. 

 

Em 2007, 63% das inscrições em EAD nesta instituição partiram dos seguintes estados: Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco e Pará. Os estados que registraram o menor número de inscrições foram: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal. 

 

No campo da motivação os entrevistados apontaram como principal razão para a participação em cursos em EAD, a falta de tempo para freqüentarem cursos com horários definidos e a distância do estabelecimento que oferta o curso de interesse. 

 

A demonstração do SENAC abrange inúmeros outros fatores não enfocados neste post, mas disponíveis no site do SENAC.  

 

Por fim, segue mais um indicador para conhecimento. A expectativa dos alunos ao participarem dos cursos de EAD perpassa o suprimento da necessidade de recolocação profissional, obter emprego e melhorar cargos e salários, totalizando 67% das respostas.  Apenas 4,78% pretendem participar do método para melhorar os negócios

 

Diante disso, fica a pergunta: As suas ações de EAD estão focadas nas necessidades da clientela pretendida?

http://www.senac.br/conhecimento/pesquisas.html


Vocês conhecem alguém mais empreendedor do que o Nemo?

11 novembro 2008

 

 

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Por Luciano Holanda

 

 

Vamos lá se permitam, ou melhor, se rendam a este pequeno camarada que respira as características do comportamento empreendedor a todo o instante.

 

É bem verdade que a vida do peixinho palhaço não é das mais fáceis, mas vocês conhecem algum empreendedor que inicia uma empreitada com mil facilidades? 

 

Segundo a pesquisa GEM de 2007, “Para ser empreendedor, é preciso ser perseverante, ter postura otimista, correr riscos calculados, não desistir facilmente”. “… é reconhecer que há problemas e obstáculos e assumir a tarefa de superá-los”. Então, vamos aos exemplos no filme.  

 

Logo aos 15 minutos até parece que estamos vendo uma pessoa encantada com o mar de possibilidades e que se aventura ao invés de planejar e calcular os riscos de suas ações: cena clássica do nado do peixinho em direção ao barco, sendo capturado e em seguida separado do seu pai, ou seja, já conheceu o primeiro fracasso. Para os empreendedores a história não muda. Estes, ávidos por montar negócios de toda forma e a todo custo, conhecem nas “escamas” a dor de falir mesmo antes de começar o empreendimento. 

 

É amigos, para erguer-se frente ao primeiro obstáculo só sendo muito persistente e comprometido, e essas características o nosso pequeno herói tem de sobra. 

 

Após a sua captura repentina, o nosso protagonista é colocado em um aquário. Até ai nada mau se estivéssemos tratando de um peixe qualquer, que aceitaria esta zona de conforto. Só que estamos falando do Nemo, nosso peixe empreendedor. De imediato, ele descobre que não está só e a interação em um ambiente fechado é natural. Mas, o que nos chama a atenção é a forma que isso ocorre, deixando clara a preocupação em se formar uma grande rede de contatos dentro e fora do aquário. O que se vê a seguir é a constante busca de informações, a fim de, conhecer quais as oportunidades e ameaças que possam impedir a fuga rumo ao mar aberto, sua meta definida. Estes elementos precisam ser complementados para propiciar o alcance do resultado e o trabalho em equipe bem estruturado com a presença de uma liderança democrática, confiança, respeito, diálogo, honestidade, transparência, bom humor, desafios, observação das habilidades / competências individuais, certamente contribui para isso. 

 

Mas, como nem tudo é um “mar de rosas”, tinha que existir mais um fator para dificultar a vida do peixinho. A vinda iminente de uma garotinha perversa com pequeninos animais dá o caráter de urgência à tarefa de empreender. Passa a ser uma questão de sobrevivência para ele e é exatamente o fator que conduz muitos empreendedores ao mercado: a necessidade. 

 

O tempo sendo o seu maior inimigo neste instante exige que a tomada de decisão seja cercada de fatores que minimizem o risco de insucesso, o que um plano bem elaborado, certamente supriria esta necessidade. E este plano bem arquitetado eles tem.  

 

Então, após fracassar no início do empreendimento, não desanimar frente ao primeiro obstáculo, construir a sua rede de contatos, buscar informações, formar uma equipe e elaborar o plano, só resta ao Nemo tomar a decisão. Isso se dá de modo surpreendente e corajosa quando considera uma informação estratégica: que todo esgoto vai dar no mar. E com a ajuda de um dos seus companheiros de viveiro consegue impulso suficiente para deslizar pela tubulação até chegar de fato nas águas marinhas. Depois disso o encontro com seu pai é questão de momento e Nemo ainda tem tempo de demonstrar todo seu perfil de líder ao conduzir um cardume de peixes e promover um embate contra redes de pescas dispostas naquela área.  

 

Na vida real a máxima de que “filho de peixe, peixinho é” não se aplica a totalidade dos casos, mas na sétima arte tudo é possível. Sendo assim, não podemos deixar de registrar a postura do Marlin, pai do Nemo, que da mesma forma que o filho deixa bem a mostra o seu comportamento empreendedor. Precisaríamos de mais espaço e tempo para descrevê-lo também. Quem sabe em outra oportunidade!

 

Por fim, são tantas as coincidências entre este filme com o que os verdadeiros empreendedores vivenciam no ambiente de uma empresa, que a película em questão, parece uma obra “quase empresarial”. 

 

Tenho que ir agora vou construir uns slides para uma palestra sobre empreendedorismo. Vocês conseguem adivinhar quem vai ser o meu exemplo preferido?

 

Ficha Técnica
Título Original: Finding Nemo
Site Oficial: www.disney.com.br/nocinema/nemo
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
Distribuição: Buena Vista International / Walt Disney Pictures
Direção: Andrew Stanton


Brincadeira de Criança? Negócio de Gente Grande.

11 novembro 2008

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Por Luciano Holanda

 

São mais de 20.000 pontos de venda no país. Lucro de US$ 203,2 milhões só de janeiro a setembro de 2008. 4 bilhões de unidades produzidas ao longo de 40 anos. Os números são imensos, mas estamos falando de uns pequenos, mais especificamente em escala 1:64. São os carrinhos de metal Hot Wheels.

 

O Brasil é o segundo país que mais compra estas miniaturas no mundo e estima-se que existam 15 milhões de fãs distribuídos pelo planeta, segundo a revista quatro rodas deste mês.

 

O encantamento é tamanho por estas pequenas preciosidades que a produção acumulada nos 40 anos é quase 100 vezes maior que a produção de carros no Brasil. Existem coleções que podem valer até 1 milhão de dólares e um carro único sendo avaliado em US$ 140 mil. A versão Hot Wheels mais cara da história apresenta carroceria em ouro branco cravejada com 2,7 mil diamantes brancos, azuis e pretos. A peça foi confeccionada pelo joalheiro Jason Arasheber, da Jason of Beverly Hills, envolvendo 25 profissionais e por volta de 600 horas de dedicação para ser produzida, segundo blog especializado no assunto¹.

 

Mesmo com todo este potencial o acesso a eventos voltados para este pastime estão restritos aos grandes centros e promovidos pelos próprios colecionadores em parceria com lojas de brinquedos. Na grande rede é possível se cadastrar em sites especializados onde o associado gerencia sua coleção, conhece as novidades do mercado, interage com outros aficionados e acessa balcões de troca e comercialização.

 

Todas as minis tem preço sugerido em torno de R$4,98, mas pode-se ganhar mais na venda se o colecionador conseguir as do baú, chamadas t-hunt$ e promover vendas casadas com as de maior  tiragem. A customização também é outra forma de se agregar mais valor ao carrinho. A confecção de acessórios para o acondicionamento das coleções e souvenires com temas relacionados tem sido bastante procurada atualmente. E por fim, o investimento em eventos distribuídos por região poderia profissionalizar de vez o mercado de coleções de minis.

 

Segue ai uma boa pedida para um momento relax. E para os visionários, algumas boas oportunidades podem se apresentar quando estiverem interagindo com os colecionadores de carteirinha.

 

E ai, vamos iniciar uma coleção?

 

¹http://calpandolfe.wordpress.com/2008/10/05/mattel-do-brasil-comemora-40-anos-da-marca-hot-wheels/


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